Fornecimento ainda apresenta oscilações em bairros da capital e em municípios atendidos pelo Sistema Imunana-Laranjal
Cinco regiões seguem com reflexos no abastecimento nesta quinta-feira (26), após reparos emergenciais e manutenção no sistema. A retomada ocorre de forma gradual e pode levar até 72 horas em áreas elevadas.
O abastecimento de água continua em processo de recuperação nesta semana, após uma sequência de intervenções emergenciais e manutenções programadas que afetaram bairros da capital fluminense e municípios do Leste Fluminense. Ao todo, os reflexos atingem cinco regiões principais do Rio e quatro cidades, com prazo de normalização variável conforme a pressão da rede.
Um detalhe operacional interfere diretamente nesse tempo de retorno: mesmo depois da conclusão técnica dos serviços, a água precisa percorrer novamente toda a malha de distribuição até alcançar reservatórios intermediários e pontos finais do sistema.
Zona Norte do Rio ainda sente efeitos de reparo emergencial: Segundo comunicado oficial da Águas do Rio, foi necessário suspender temporariamente o fornecimento em Barros Filho, Costa Barros, Coelho Neto e nos complexos do Chapadão e da Pedreira, na manhã desta quinta-feira, para execução de um reparo emergencial em rede distribuidora localizada na Avenida Prefeito Sá Lessa, na altura da Avenida Pastor Martin Luther King Jr. A previsão da concessionária é concluir o serviço ainda hoje, iniciando logo depois a retomada gradual do abastecimento. Mesmo após a liberação, o retorno não ocorre de forma imediata. Áreas elevadas e regiões posicionadas nas extremidades do sistema podem registrar demora superior ao prazo médio de 72 horas.
Leste Fluminense entra em recuperação após retomada da ETA Laranjal: No Leste Fluminense, a distribuição começou a ser restabelecida durante a madrugada, após a conclusão da manutenção realizada pela Cedae na Estação de Tratamento de Água Laranjal, em São Gonçalo. A intervenção terminou às 21h55 de quarta-feira (25), e a produção foi retomada gradualmente até atingir 100% da capacidade às 4h desta quinta-feira. As regiões em recuperação são: São Gonçalo; Itaboraí; distritos de Inoã e Itaipuaçu, em Maricá e Ilha de Paquetá.
Há um ponto que ajuda a entender por que bairros altos sentem mais: antes de alcançar imóveis em áreas elevadas, o sistema precisa recompor pressão nos reservatórios centrais.
Melhorias operacionais foram feitas durante a paralisação: Durante a parada programada, equipes da Águas do Rio atuaram em oito frentes simultâneas para executar cerca de dez intervenções operacionais. Entre os serviços realizados estão a instalação de duas válvulas inteligentes em adutoras de São Gonçalo, além de melhorias em automação e telemetria. Segundo a concessionária, esses equipamentos permitem ajustar automaticamente o fluxo de água de acordo com a pressão da rede, reduzindo perdas e melhorando a estabilidade do fornecimento.
Bairros altos sentem primeiro os reflexos da lentidão: Nos bairros elevados, a água demora mais porque depende da recuperação completa da pressão hidráulica. Isso significa que, mesmo quando a produção já voltou ao normal, o morador pode demorar mais para perceber a chegada do abastecimento. Reservatórios domiciliares ajudam a reduzir o impacto temporário.
Orientação oficial mantém consumo restrito: A Águas do Rio orienta que moradores utilizem a água armazenada apenas em atividades essenciais, adiando tarefas de maior consumo até a plena normalização. Hospitais, clínicas e demais serviços prioritários seguem com atendimento preferencial por caminhões-pipa.
Atualizado às 11h35
Resumo rápido para o morador
Quais bairros seguem afetados? Barros Filho, Costa Barros, Coelho Neto, Chapadão, Pedreira e áreas ligadas ao Sistema Imunana-Laranjal.
Quando normaliza? Prazo médio de até 72 horas.
Pode oscilar? Sim. Principalmente em bairros altos e pontas de rede.