Operação policial na casa do rapper Oruam termina em confusão no Joá, Rio de Janeiro.

Dois músicos famosos do Rio de Janeiro são denunciados por crimes graves

Eles são uns dos maiores nomes da música atual e enfrentam denúncias criminais que incluem tentativa de homicídio, tortura e extorsão.

Oruam é denunciado por tentativa de homicídio e outros crimes

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou o cantor Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, por tentativa de homicídio, lesão corporal, resistência com violência, desacato, ameaça e dano ao patrimônio público. As denúncias foram apresentadas por duas promotorias distintas e dizem respeito a um episódio ocorrido em 21 de julho, quando policiais civis foram cumprir um mandado de busca e apreensão no bairro do Joá, Zona Oeste do Rio. De acordo com as investigações, Oruam e outros homens teriam arremessado pedras contra os policiais, ferindo um agente e danificando viaturas descaracterizadas. As pedras, segundo perícia, pesavam até 4,85 kg e foram lançadas de uma altura de 4,5 metros, configurando risco de morte. O processo tramita na 3ª Vara Criminal (tentativa de homicídio) e na 27ª Vara Criminal (demais crimes). O MPRJ também pediu a manutenção das prisões preventivas e indenização pelos danos causados ao Estado.

MC Poze do Rodo é acusado de tortura e extorsão mediante sequestro

Outro nome envolvido em denúncias é o do funkeiro Marlon Brendon Coelho Couto da Silva, o MC Poze do Rodo. Segundo o MPRJ, ele e outros nove acusados participaram da tortura e sequestro de seu ex-empresário, Renato Medeiros, em 2023. De acordo com a investigação da 42ª DP (Recreio), Renato foi agredido com socos, chutes, queimaduras de cigarro e golpes com uma arma artesanal feita de madeira e pregos. Ele relatou ter ficado preso por cerca de 1h30 e apresentou fraturas e queimaduras. O MP pediu a prisão preventiva de Poze e outros seis acusados, argumentando que a medida é necessária para garantir a ordem pública e a aplicação da lei penal. A defesa de Poze, representada pelo advogado Fernando Henrique Cardoso, afirmou que o pedido é “sem fundamento” e destacou que o artista cumpre todas as medidas cautelares impostas há 30 meses, desde o início da investigação.

Próximos passos da Justiça

Nos dois casos, cabe agora à Justiça avaliar os pedidos de prisão preventiva. Se aceitos, os artistas podem ser levados a julgamento em regime de custódia. Enquanto isso, os episódios reforçam o impacto de figuras públicas envolvidas em casos criminais, levantando discussões sobre responsabilidade, violência e influência cultural.

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