Captação clandestina compromete abastecimento na Região dos Lagos
A Região dos Lagos, no Rio de Janeiro, enfrenta mais um desafio no abastecimento de água. Nesta quinta-feira (11/9), uma operação conjunta entre o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), a Concessionária Águas de Juturnaíba e o Comando de Polícia Ambiental desarticulou um esquema de captação clandestina em Saquarema.Segundo dados oficiais, a prática ilegal afetava diretamente o fornecimento de água para milhares de moradores, ampliando a pressão sobre o sistema de distribuição na região.
Fiscalização flagra caminhões-pipa em ponto irregular
A ação ocorreu no bairro Bonsucesso, em um ponto de abastecimento de caminhões-pipa localizado na Rua Miguel Coutinho dos Santos. De acordo com o Inea, seis poços e seis bombas de sucção foram lacrados. Um caminhão-pipa foi apreendido e o proprietário do espaço autuado com base no Artigo 85 da Lei Estadual nº 3.467/2000. A multa pode chegar a R$ 1 milhão.As investigações apontam que os veículos abastecidos com essa água de origem irregular tinham como destino restaurantes, pousadas e hotéis de Saquarema, o que reforça o risco de impacto social e econômico.
Por que a outorga é importante?
A legislação prevê que a utilização de recursos hídricos só pode ser feita com outorga emitida pelo Inea, documento que autoriza o uso da água de forma controlada e por prazo determinado. Segundo especialistas em gestão ambiental, esse processo é essencial para monitorar o consumo e evitar a exploração predatória dos mananciais que abastecem a Região dos Lagos.
População sofre com impacto no abastecimento
Moradores relataram dificuldades recentes no fornecimento de água em bairros de Saquarema e cidades vizinhas, cenário que pode estar diretamente ligado às captações clandestinas. “Essas ações ilegais acabam penalizando quem depende da distribuição regular”, destacou a concessionária Águas de Juturnaíba em nota.
Repressão deve continuar
O Inea informou que novas operações serão realizadas para coibir práticas semelhantes em toda a Região dos Lagos. A Polícia Ambiental também reforçou que denúncias podem ser feitas anonimamente para ajudar no combate ao desvio de água.