Área de armazenamento e reciclagem da Arp próxima à unidade escolar

Creche e Espaço Arp dão exemplo ao enfrentarem problemas com pragas

Escola suspendeu as aulas, realizou limpeza e controle de pragas; Centro empresarial e gastronômico ampliou ações de prevenção

O início da semana foi de tensão para os profissionais do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Professora Conceição Côrtes Teixeira, em Nova Friburgo. Na manhã de segunda-feira (17), assim que chegaram à unidade, funcionários identificaram indícios da presença de roedor no ambiente escolar. A reação foi imediata. Antes de receber as crianças, a direção decidiu suspender as atividades presenciais e iniciar os procedimentos de inspeção, higienização e controle de pragas. A medida preventiva evitou que alunos permanecessem no local enquanto a situação era verificada. A suspensão alterou a rotina de centenas de famílias, mas foi adotada para proteger as crianças e os próprios profissionais. Em comunicado, a direção informou que havia sido surpreendida pela ocorrência e que somente retomaria o atendimento após a conclusão dos serviços e a avaliação das condições de segurança. A unidade é reconhecida por familiares pelo cuidado oferecido às crianças. Da direção às merendeiras, dos professores aos auxiliares de creche, os profissionais são descritos como uma equipe que trabalha diariamente com zelo, carinho e responsabilidade. Segundo informações recebidas pelo Portal EcoSerrano, os procedimentos de dedetização estavam em dia, os alimentos permaneciam armazenados adequadamente e a escola se encontrava limpa. A ocorrência, portanto, não representa, por si só, falta de cuidado da equipe.

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Proximidade com o Rio Bengalas amplia o desafio

A localização da unidade ajuda a compreender o contexto. A creche fica próxima ao Rio Bengalas, ambiente que pode favorecer a circulação de animais no entorno, especialmente diante dos relatos de aumento da presença de roedores em diferentes pontos da cidade. Familiares também chamaram a atenção para outra característica: a escola divide muro com a Arp, e a área próxima à divisa abriga estruturas ligadas ao armazenamento de resíduos e materiais recicláveis do empreendimento. Essa proximidade não significa que a Arp tenha provocado a ocorrência. Trata-se de um elemento do entorno que precisava ser apurado, juntamente com a presença do rio e a circulação de roedores registrada no bairro. Diante dos questionamentos, o Portal EcoSerrano procurou a administração da Arp para entender como são realizados o armazenamento e a retirada dos resíduos, quais medidas sanitárias são adotadas e se houve alguma ação adicional após o episódio na creche. A Arp respondeu prontamente e esclareceu todos os pontos apresentados pela reportagem, demonstrando respeito ao trabalho da imprensa e compromisso com a transparência. O posicionamento também contribui para tranquilizar a comunidade escolar, os clientes e os frequentadores do empreendimento.

Arp nega acúmulo excepcional de resíduos

De acordo com a administração, os resíduos produzidos no empreendimento são colocados em sacos reforçados e encaminhados a três pontos específicos de armazenamento temporário, onde permanecem até a coleta. Os materiais recicláveis passam por triagem e somente são aceitos quando estão devidamente limpos, seguindo orientações da gestão ambiental. A Arp informou ainda que mantém contrato com a Black Star, empresa terceirizada responsável pela limpeza. A equipe realiza diariamente um checklist de verificação, higienização e monitoramento dos pontos de armazenamento. Situações de descarte inadequado ou descumprimento das normas internas, segundo o empreendimento, são identificadas e tratadas pela administração diretamente com os responsáveis. Questionada sobre a possibilidade de ter ocorrido acúmulo excepcional de resíduos durante o fim de semana anterior ao aparecimento do roedor na escola, a Arp negou que isso tenha acontecido. A administração explicou que os resíduos comuns são recolhidos diariamente pela EBMA, empresa contratada para o serviço. Materiais produzidos depois do horário da coleta podem permanecer até o dia seguinte, mas, conforme a Arp, ficam devidamente acondicionados nos locais reservados.

Controle de pragas passará a ser mensal

A Arp também informou que mantém contrato permanente com a Pest Service, empresa especializada em controle de pragas e desratização. Até então, os procedimentos preventivos eram realizados em ciclos semestrais. Entretanto, diante dos relatos recentes sobre o aumento da presença de roedores no entorno e em outros pontos do bairro, o empreendimento decidiu ampliar o trabalho. As intervenções preventivas passarão a ser realizadas mensalmente. A administração afirmou que não havia sido oficialmente comunicada sobre a ocorrência na creche antes de receber a solicitação do Portal EcoSerrano. Após tomar conhecimento do caso, decidiu reforçar as medidas preventivas e o acompanhamento da área que faz divisa com a unidade escolar. “Independentemente da origem dessas ocorrências, a Arp entende que a prevenção exige atenção permanente e, por isso, está ampliando suas medidas de controle, limpeza e monitoramento”, informou o empreendimento.

Mais importante que a ocorrência é a resposta

Em espaços próximos a rios, áreas verdes e pontos de circulação de resíduos, impedir completamente o aparecimento eventual de animais pode representar um desafio permanente. Por isso, tão importante quanto a prevenção é a maneira como cada instituição responde ao identificar um problema. Nesse episódio, tanto a creche quanto a Arp decidiram enfrentar a situação. A unidade escolar suspendeu o atendimento, protegeu as crianças e realizou a higienização e o controle de pragas. A Arp, por sua vez, respondeu aos questionamentos, apresentou seus procedimentos internos e anunciou o reforço das ações preventivas. O caso não deve ser utilizado para responsabilizar antecipadamente a escola ou o empreendimento vizinho. Ao contrário, mostra a importância de reconhecer o problema, agir rapidamente e prestar os esclarecimentos necessários à população. Esse tipo de postura ajuda a tranquilizar as famílias e pode servir de exemplo para outras instituições diante de situações semelhantes.

Secretaria de Educação não respondeu aos questionamentos

Na segunda-feira, o Portal EcoSerrano também procurou a Secretaria Municipal de Educação e solicitou informações sobre a extensão do problema, a última desratização realizada, os procedimentos adotados e os critérios utilizados para autorizar o retorno das crianças. A reportagem perguntou ainda se houve contato dos animais com a cozinha, o refeitório, o estoque de alimentos ou outras áreas sensíveis e se seria realizada uma inspeção técnica antes da reabertura. O prazo concedido terminou às 15h de segunda-feira, mas a Secretaria de Educação não apresentou resposta. O espaço permanece aberto para manifestação da Prefeitura de Nova Friburgo. A reportagem poderá ser atualizada caso um posicionamento oficial seja encaminhado.

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