Cena no Complexo da Penha: corpos cobertos após operação policial no Rio de Janeiro, com pessoas ao redor.

Complexo da Penha: moradores levam 50 corpos à praça após megaoperação

“Há mais corpos na mata”, disseram moradores. Número de mortos, após a operação, podem chegar a quase 200. Vídeo é assustador

Moradores do Complexo da Penha levaram pelo menos 50 corpos para a Praça São Lucas, na Zona Norte do Rio, após a operação policial mais letal da história do estado. Investigações seguem em andamento para identificar vítimas e circunstâncias.    

Megaoperação deixa dezenas de mortos no Complexo da Penha

Na madrugada desta quarta-feira (29), moradores do Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, retiraram pelo menos 50 corpos da área de mata da Vacaria, na Serra da Misericórdia, e os levaram para a Praça São Lucas, na Estrada José Rucas, uma das principais vias da região. O governo do Rio de Janeiro havia informado, na terça-feira (28), que 60 criminosos foram mortos durante a operação, que também resultou na morte de 4 policiais. Até o momento, não se sabe se os corpos levados à praça estão incluídos nesse total ou se correspondem a vítimas adicionais, o que poderia elevar o número de óbitos.

Autoridades e investigações em andamento

O secretário da PM, coronel Marcelo de Menezes Nogueira, afirmou que tomou conhecimento do fato e que a situação está sendo investigada. Conforme apurado, a Polícia Civil e o Ministério Público conduzirão o atendimento às famílias para reconhecimento oficial no prédio do Detran ao lado do IML, a partir das 8h. Durante este período, o acesso ao IML será restrito às autoridades, enquanto outras necropsias, sem relação com a operação, ocorrerão no IML de Niterói.

Transporte e reconhecimento dos corpos

Segundo moradores, o objetivo de levar os corpos à praça foi facilitar o reconhecimento por parentes. O ativista Raull Santiago destacou: “Em 36 anos de favela, passando por várias operações, eu nunca vi nada parecido com o que estou vendo hoje. É algo novo. Brutal e violento num nível desconhecido.” Mais cedo, 6 corpos foram transportados em uma Kombi até o Hospital Estadual Getúlio Vargas, em alta velocidade, saindo rapidamente do local. Moradores afirmam que ainda há mais corpos na mata e que o número total de mortos poderia chegar próximo a 200 vítimas após a megaoperação.

Impacto na comunidade e segurança pública

  • Comunidade: moradores organizam ajuda e logística para reconhecimento das vítimas.
  • Autoridades: reforço policial e investigação em andamento.
  • IML: protocolos de atendimento e necropsia adaptados para grande número de vítimas.
O EcoSerrano continuará acompanhando a situação, reforçando cobertura plural e informações verificadas sobre segurança pública e impactos comunitários no Rio de Janeiro.

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