Combustível mais barato? Petrobrás muda política de preços e expectativa é de redução dos valores

Com a mudança, a Petrobras terá mais flexibilidade para praticar preços competitivos. Modelo foi adotado em 2016 e mesmo com o litro da gasolina a R$ 10 em 2022, estratégia se manteve

A Petrobras informou que vai mudar a política de preços dos combustíveis. Isso significa dizer que a estatal vai deixar de usar o modelo que vincula a cotação do dólar no mercado internacional ao preço do combustível. O modelo foi adotado em 2016, no governo Michel Temer e ficou intocado durante a gestão de Bolsonaro. O resultado? O preço final ao consumidor chegou a ser de R$ 10 em algumas cidades e oscilou em uma média de R$ a R$8 por alguns meses em 2021 e 2022. A tendência é que o valor final seja reduzido. O preço do combustível regula diversos outros serviços como preço dos alimentos, do transporte público e por aplicativo, restaurantes, vestuário, medicamentos, entre outros exemplos. A estratégia comercial usa referências de mercado como:
  • Custo alternativo do cliente, como valor a ser priorizado na precificação
  • Valor marginal para a Petrobras.
“Com essa estratégia comercial, a Petrobras vai ser mais eficiente e competitiva, atuando com mais flexibilidade para disputar mercados com seus concorrentes. Vamos continuar seguindo as referências de mercado, sem abdicar das vantagens competitivas de ser uma empresa com grande capacidade de produção e estrutura de escoamento e transporte em todo o país”, destaca o Presidente da Petrobras, Jean Paul Prates.

O que a Petrobras diz?

O anúncio encerra a subordinação obrigatória ao preço de paridade de importação, mantendo o alinhamento aos preços competitivos por polo de venda, tendo em vista a melhor alternativa acessível aos clientes. “Nosso modelo vai considerar a participação da Petrobras e o preço competitivo em cada mercado e região, a otimização dos nossos ativos de refino e a rentabilidade de maneira sustentável”, declarou o diretor de Logística, Comercialização e Mercados da Petrobras, Claudio Schlosser. A precificação competitiva mantém também um patamar de preço que garante a realização de investimentos previstos no Planejamento Estratégico. A Petrobras reforça seu compromisso com a geração de valor e com a sustentabilidade financeira de longo prazo, preservando a sua atuação em equilíbrio com o mercado, ao passo que entrega aos seus clientes maior previsibilidade por meio da contenção de picos súbitos de volatilidade.

Dinâmica de reajustes 

  Os reajustes continuarão sendo feitos sem periodicidade definida, evitando o repasse para os preços internos da volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio. As decisões relativas à estratégia comercial continuam sendo subordinadas ao Grupo Executivo de Mercado e Preço, composto pelo Presidente da companhia, o Diretor Executivo de Logística, Comercialização e Mercados e o Diretor Financeiro e de Relacionamento com Investidores. Os ajustes de preços de diesel e gasolina continuarão a ser divulgados nos canais de comunicação aos clientes e no site da companhia (precos.petrobras.com.br), onde também são disponibilizadas informações referentes à sua parcela e dos demais agentes na formação e composição dos preços médios de combustíveis ao consumidor. Por fim, destaca-se que a estratégia comercial está alinhada com a Diretriz de Formação de Preços no Mercado Interno (Diretriz) aprovada pelo Conselho de Administração em 27 de julho de 2022. 

Premissas: 

  • Preços competitivos por polo de venda
  • Participação ótima da Petrobras no mercado
  • Otimização dos seus ativos de refino
  • Rentabilidade de maneira sustentável. 
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