Frente fria associada a ciclone avança em direção ao estado do Rio de Janeiro

Ciclone se forma esta semana e traz instabilidade ao RJ

Frente fria associada ao fenômeno vai alterar rotina da população; veja os alertas

Um novo ciclone extratropical previsto para se formar na costa da Região Sul deverá aumentar novamente a instabilidade no Centro-Sul do Brasil e produzir reflexos no Estado do Rio de Janeiro nos próximos dias.

O sistema deve se consolidar na sexta-feira, 11 de setembro, entre a faixa leste do Sul do país e o Oceano Atlântico. Embora o centro do ciclone não esteja previsto para passar diretamente sobre o território fluminense, a frente fria associada ao fenômeno deve avançar pelo Sudeste e alcançar o Rio no sábado, 12.

Para o estado, o cenário indica aumento de nebulosidade, chuva e rajadas de vento de intensidade moderada a forte. A possibilidade de temporais existe, mas a distribuição e a intensidade ainda dependem da trajetória e da velocidade de deslocamento da frente fria.

O episódio ocorrerá depois de uma sequência de dias de tempo instável, chuva e queda nas temperaturas em diferentes regiões fluminenses.

SIGA O ECOSERRANO NO INSTAGRAM: https://www.instagram.com/ecoserrano/

Ciclone se forma na sexta-feira

O ciclone deverá se desenvolver a partir de uma área de baixa pressão atmosférica próxima à costa dos estados do Sul.

O sistema estará conectado a uma frente fria e receberá calor e umidade transportados por um corredor de ventos conhecido como jato de baixos níveis. Essa combinação favorece a formação de nuvens carregadas e tempestades.

Apesar de o ciclone propriamente dito estar distante do Rio de Janeiro, sua circulação altera o comportamento dos ventos e ajuda a empurrar a frente fria em direção ao Sudeste.

Na prática, são a frente fria e as áreas de instabilidade associadas ao sistema que devem provocar as principais mudanças no tempo fluminense.

Instabilidade começa antes da formação do sistema

As primeiras tempestades relacionadas ao processo de formação do ciclone são esperadas a partir desta quarta-feira, 9, entre o noroeste do Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e Paraná e o sudoeste de Mato Grosso do Sul.

Na quinta-feira, 10, a instabilidade tende a se intensificar e alcançar também áreas de São Paulo, Goiás e Mato Grosso.

O cenário mais severo está previsto para sexta-feira, quando o ciclone deverá estar consolidado entre o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e o oceano.

Uma extensa linha de tempestades poderá se organizar à frente do sistema, com chuva intensa, grande quantidade de raios, rajadas fortes e possibilidade de granizo.

Frente fria alcança o Rio no sábado

No sábado, a frente fria associada ao ciclone deverá avançar pelo Sudeste, atingindo áreas de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

No território fluminense, a previsão disponível indica chuva e ventos de intensidade moderada a forte. A ocorrência de granizo não pode ser descartada, mas o risco tende a ser mais pontual do que nos estados do Sul.

Pancadas concentradas em um curto intervalo podem provocar alagamentos em áreas urbanas, mesmo quando o acumulado diário não é tão elevado.

As rajadas também podem derrubar galhos, atingir estruturas vulneráveis, interromper o fornecimento de energia e reduzir a segurança nas estradas.

A previsão deverá ser atualizada ao longo da semana, conforme os modelos meteorológicos definam com maior precisão a posição do ciclone e o momento de passagem da frente fria.

“Chuvarada” de 300 milímetros não está prevista para o Rio

Os modelos mencionados na previsão indicam acumulados que podem se aproximar ou superar 300 milímetros entre quinta-feira e sábado. Esse volume, entretanto, está concentrado principalmente em áreas do Paraná e de Santa Catarina.

Não existe, no material analisado, previsão de 300 milímetros de chuva para o Estado do Rio de Janeiro.

Em alguns pontos do Sul, podem ocorrer mais de 100 milímetros em apenas 24 horas. Áreas do Paraná poderão superar 200 milímetros no período completo, com registros pontuais próximos de 300 milímetros.

Também é na Região Sul que se concentra o maior risco de granizo grande, microexplosões e eventuais tornados.

No Rio, o cenário apresentado até o momento é de reflexos da passagem do sistema, com chuva, instabilidade e rajadas. A intensidade exata ainda precisa ser acompanhada nas previsões de curto prazo e nos avisos oficiais.

O que é uma microexplosão

A microexplosão é uma corrente de ar muito forte que desce de uma nuvem de tempestade e, ao atingir o solo, espalha-se rapidamente em diferentes direções.

O fenômeno pode produzir rajadas violentas em uma área relativamente pequena, causando destelhamentos, quedas de árvores e outros danos semelhantes aos provocados por vendavais.

A previsão de condições favoráveis não significa que microexplosões ou tornados necessariamente ocorrerão. Esses fenômenos dependem da formação de tempestades específicas e costumam ser confirmados por observações meteorológicas e análises posteriores.

Sequência de instabilidade no Estado do Rio

O novo sistema chega após um período marcado por chuva, nebulosidade e declínio de temperatura no Estado do Rio.

A tendência é que a instabilidade continue principalmente no centro-sul fluminense, incluindo a Costa Verde, o Médio Paraíba, a Região Serrana, a Região Metropolitana e a cidade do Rio de Janeiro.

A proximidade do litoral e o relevo podem influenciar a distribuição das chuvas. Em áreas serranas, a combinação de umidade e elevação do terreno pode favorecer precipitações persistentes ou localmente mais intensas.

Não é possível afirmar, neste momento, que todas as cidades terão temporais. Algumas localidades podem registrar apenas chuva fraca ou moderada, enquanto outras podem receber pancadas fortes e rajadas.

Atenção nas estradas e áreas de risco

Motoristas deverão aumentar a atenção com a passagem da frente fria, especialmente em viagens entre sexta-feira e sábado.

A chuva pode reduzir a visibilidade, deixar o asfalto escorregadio e provocar acúmulo de água. Nas rodovias serranas, também existe risco de quedas de galhos, árvores e barreiras.

Durante tempestades, a população não deve permanecer debaixo de árvores nem estacionar veículos perto de postes, placas, torres, muros ou estruturas que possam cair.

Áreas alagadas nunca devem ser atravessadas a pé ou de carro. Em locais com histórico de deslizamento, moradores devem acompanhar rachaduras, movimentações de terra, inclinação de árvores e alterações no escoamento da água.

As previsões podem mudar. Por isso, a população deve acompanhar as atualizações e os avisos emitidos pelo Instituto Nacional de Meteorologia e pelas defesas civis estadual e municipais.

Telefones úteis

  • Defesa Civil: 199
  • Corpo de Bombeiros: 193
  • SAMU: 192

CANAL INFORME NA PISTA RJ. ENTRE E ACOMPANHE AS NOTÍCIAS: https://whatsapp.com/channel/0029Vadaiao9MF98Ocpdnx3m

 

ACOMPANHE O ECOSERRANO

 

Back To Top