Gabrielle Christine Ribeiro, procurada por assassinato.

Caso Laís: Polícia revela detalhes chocantes de mandante do crime

Madrasta é considerada foragida e polícia diz que suspeita era “obcecada” pela criança obrigando a menina a chamá-la de “mãe”

Investigação conclui que Gabrielle Cristine Pinheiro Rosário desenvolveu fixação pela filha da vítima, e que o crime teria sido motivado por ciúmes e disputa pela guarda da criança.

Crime em Sepetiba: Laís foi assassinada a caminho de casa

A Polícia Civil do Rio de Janeiro concluiu que a fixação de Gabrielle Cristine Pinheiro Rosário, madrasta da filha de Laís de Oliveira Gomes Pereira, de 25 anos, foi o principal motivo por trás do assassinato ocorrido em 4 de novembro, no bairro Sepetiba, na Zona Oeste do Rio. Laís foi morta com um tiro na nuca enquanto empurrava o carrinho do filho mais novo, de 1 ano e 8 meses. O crime foi cometido em plena luz do dia, em uma travessa residencial, e chocou moradores da região. Segundo a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), a motivação central seria a obsessão de Gabrielle pela enteada Alice, filha de Laís com seu ex-companheiro, Lucas Soares Ramos.

Madrasta teria desenvolvido fixação pela enteada

Nos autos do inquérito, os investigadores descrevem que Gabrielle exigia ser chamada de “mãe” pela criança e demonstrava comportamento controlador e possessivo. Relatos colhidos com familiares e amigos reforçam que a suspeita tentava interferir na convivência entre mãe e filha, chegando a realizar tentativas de buscar a menina na escola sem autorização dos pais. “Gabrielle começou a ter verdadeira obsessão pela guarda da criança. A mãe era um obstáculo para ela ter a guarda plena”, explicou o delegado Robinson Gomes, responsável pelo caso.

Mensagens e ameaças antecederam o assassinato

De acordo com o inquérito, Laís vinha recebendo mensagens agressivas e ameaças em aplicativos e redes sociais. Testemunhas relataram que a suspeita teria utilizado o telefone de uma amiga para enviar recados ameaçadores, o que foi considerado pela polícia um ponto-chave que conecta as intimidações ao crime. O irmão de Laís, Vitor, confirmou aos investigadores que a família tinha conhecimento das ameaças, e que Gabrielle já havia declarado que “tiraria Laís do caminho”.

Execução e confissão dos envolvidos

Os suspeitos Erick Santos Maria e Davi de Souza Malto confessaram a participação na execução. Segundo a polícia, eles teriam recebido R$ 20 mil para cometer o homicídio — Davi como autor do disparo e Erick como condutor da moto usada no crime. A dupla foi localizada e presa. Já Gabrielle, apontada como mandante, segue foragida com prisão temporária decretada pela Justiça. Imagens de câmeras de segurança, reconhecimentos de testemunhas e o histórico de mensagens hostis reforçaram a conclusão de que o crime foi encomendado por motivação pessoal e emocional, e não por disputa judicial formal.

Relembre o caso

No dia 4 de novembro, por volta das 14h, Laís Pereira caminhava pela Travessa Santa Vitória, em Sepetiba, quando foi atingida por um tiro na nuca. Ela morreu na hora. O bebê, que estava no carrinho, não se feriu. A cena foi registrada por câmeras de segurança. As imagens ajudaram na identificação dos executores, ambos presos dias depois. A mãe de um dos criminosos reconheceu o filho nas gravações e procurou a polícia para denunciar a participação dele no assassinato.

Gabrielle é considerada foragida

A Justiça do Rio decretou a prisão temporária de Gabrielle Cristine Pinheiro Rosário, por 30 dias, a pedido da Polícia Civil. O Disque Denúncia divulgou cartaz com foto e telefone para informações que levem à captura da suspeita. “Os elementos reunidos indicam planejamento e motivação pessoal, com fixação emocional pela criança e hostilidade declarada à mãe”, consta em trecho da decisão judicial que embasou o pedido de prisão.

Mini questionário interativo

👉 Quem são os acusados pela morte de Laís Pereira? Gabrielle Cristine Pinheiro Rosário (mandante), Davi de Souza Malto (executor) e Erick Santos Maria (condutor da moto). 👉 Qual foi a motivação do crime? A polícia aponta fixação da madrasta pela enteada Alice e disputa por controle da guarda. 👉 A mandante foi presa? Não. Gabrielle está foragida e é procurada pela Polícia Civil. 👉 Onde ocorreu o crime? Na Travessa Santa Vitória, bairro Sepetiba, Zona Oeste do Rio de Janeiro.

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