ATENÇÃO POPULAÇÃO: Mais de 90 localidade foram atingidas e número ainda pode aumentar. Veja a lista completa na matéria
Mais de 90 bairros em 10 cidades do Rio de Janeiro enfrentam impactos no abastecimento após paralisações técnicas e manutenção emergencial. A normalização ocorre de forma gradual e pode levar até 72 horas em algumas áreas.
Nesta sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026, comunicados oficiais das concessionárias Cedae, Águas do Rio e Iguá Rio confirmam interrupções e reduções no abastecimento de água em pelo menos 10 municípios do estado do Rio de Janeiro, atingindo mais de 90 bairros. As ocorrências envolvem chuvas intensas, falta de energia elétrica, reparos emergenciais e controle de qualidade da água captada.
Segundo nota divulgada hoje, a Cedae paralisou a Estação de Tratamento de Água (ETA) Japeri para preservar os padrões de qualidade após chuvas na Baixada Fluminense. A previsão é que o abastecimento seja retomado gradualmente após a normalização do manancial, podendo levar até 72 horas para regularização completa nas áreas afetadas.
Japeri concentra maior impacto após paralisação da ETA e da Represa São Pedro: De acordo com comunicado, a interrupção da ETA Japeri afeta diretamente o Centro e os bairros Beira-Rio, Chacrinha, Fazenda Americana, Lagoa do Sapo, Nova Belém, Proletário e Virgem de Fátima.
Além disso, a paralisação da Represa São Pedro, integrante do Sistema Acari, suspendeu o abastecimento em outros bairros: Alecrim, Aljezur, Belo Horizonte, Cajuri, Delamare, Esperança, Jardim Primavera, Jardim São João, Jardim Willis, Jardim Transmontano, Jardim Tri-Campeão, Laranjal, Parque dos Santos, Pedra Lisa, Rio D’Ouro, Santa Amélia, Santa Inês, Santo Antônio, Teófilo Cunha, Vila Conceição e parte de Dos Eucaliptos. Segundo a concessionária Águas do Rio, áreas elevadas e pontas de rede podem levar mais tempo para recuperação da pressão.
Ocorrências registradas em ordem cronológica no estado: ➜ Segunda-feira (24/02) — Baixada Fluminense e interior: Uma falha após queda de energia interrompeu sistema de bombeamento que atende Belford Roxo, Duque de Caxias e São João de Meriti, afetando dezenas de bairros. O reparo foi concluído no mesmo dia, mas o abastecimento permanece em recuperação gradual.
No mesmo dia, Cambuci (RJ) teve abastecimento paralisado devido à falta de energia na estação de tratamento local, conforme informado pela Águas do Rio. Também em Cachoeiras de Macacu, as unidades Rio Souza e Posto Pena foram interrompidas após aumento da turbidez da água captada, situação comum após chuvas intensas.
Terça e quarta-feira (25/02): A Cedae realizou limpeza emergencial da barragem da Unidade de Tratamento de Muriqui, em Mangaratiba. O serviço já foi concluído, mas reflexos no abastecimento podem persistir por até 48 horas. No mesmo dia, baixa tensão elétrica passou a impactar o sistema em Paty do Alferes, podendo afetar bairros como Arcozelo, Roseiral, Monte Alegre e Recanto dos Eucaliptos, sem previsão imediata na ocasião. Ainda na capital, manutenção emergencial no reservatório da Praça Seca impactou partes dos bairros Tanque e Taquara; o serviço foi finalizado, com retorno gradual em até 24 horas.
Quinta-feira (26/02): A Cedae executou reparo emergencial em adutora do sistema de Itacuruçá, em Mangaratiba, interrompendo o fornecimento nos bairros Axixá, Centro, Cerrado e Vila Benedita. O serviço foi concluído, mas a normalização pode levar até 72 horas. No Norte Fluminense, a rede foi atingida por terceiros em São Francisco de Itabapoana, interrompendo o abastecimento nas localidades Volta Redonda, Fazendinha e parte do Centro. O reparo emergencial seguiu até o fim do dia. Já em Cachoeiras de Macacu, o abastecimento voltou a ser reduzido devido à alta turbidez da água no ponto de captação.
Sexta-feira (27/02) — ocorrências atuais: Na cidade do Rio de Janeiro (RJ), a Iguá Rio informou que falta de energia às 4h55 afetou a Estação Elevatória de Água Assis Republicano, no bairro do Anil, podendo impactar ruas Assis Republicano, Itueta, Rugendas e Guanhães. A previsão é normalização em até 12 horas após retorno da energia.
Impactos práticos e contexto recente: As interrupções ocorrem em sequência de eventos climáticos e elétricos registrados ao longo da semana. Informações indicam que o aumento da turbidez da água — provocado por chuvas — exige paralisações temporárias para garantir potabilidade, procedimento técnico padrão no setor. Comércios locais, escolas e residências relatam necessidade de uso de reservatórios e redução do consumo até a estabilização da pressão nas redes.
Serviço público e orientações ao morador: Moradores podem registrar solicitações pelo telefone ou WhatsApp das concessionárias; Águas do Rio atende pelo 0800 195 0 195; Iguá Rio pelos números 0800 400 0509 e 0800 400 0511; pedidos de caminhão-pipa podem ser feitos em casos emergenciais; recomenda-se utilizar água armazenada apenas para atividades essenciais; evitar lavagem de calçadas e veículos; o retorno ocorre de forma gradual após retomada das unidades; imóveis em áreas altas podem demorar mais para normalização.
Dúvidas rápidas sobre a falta d’água no RJ
Por que o abastecimento foi interrompido em tantas cidades ao mesmo tempo? Chuvas intensas, falhas elétricas e manutenções emergenciais ocorreram simultaneamente em diferentes sistemas.
Quando a água volta ao normal? O prazo médio informado pelas concessionárias é de até 72 horas após retomada total das operações.
Quem deve pedir caminhão-pipa? Moradores sem reservatórios ou serviços essenciais podem solicitar atendimento emergencial às concessionárias.