João Pires afirmou que criminosos apontaram fuzis durante perseguição na RJ-106; prefeito do Rio falou em atentado e cobrou apuração rápida
O caso ocorreu em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, e mobilizou Polícia Militar e Polícia Civil nesta terça-feira. O secretário conseguiu escapar em veículo blindado e não ficou ferido.
Nesta terça-feira, 17 de março de 2026, às 8h14, foi divulgada a informação de que o secretário municipal de Proteção e Defesa do Consumidor do Rio de Janeiro, João Pires, relatou ter sido perseguido por criminosos armados na Rodovia Amaral Peixoto (RJ-106), em São Gonçalo, durante a madrugada. Segundo o próprio secretário, dois suspeitos emparelharam um veículo, abriram a janela e apontaram fuzis em sua direção enquanto ele dirigia um carro blindado.
De acordo com o relato, João Pires conseguiu fugir por cerca de dois quilômetros até entrar em um posto de combustíveis onde havia uma viatura da Polícia Militar. Durante a manobra de fuga, houve colisão com outros veículos e também com uma bomba de combustível, mas não houve feridos. A ocorrência foi registrada na 75ª Delegacia de Polícia, em Rio do Ouro, e a Polícia Civil investiga o episódio como tentativa de roubo de veículo.
Eduardo Paes afirma que secretário já vinha recebendo ameaças: Em manifestação pública, Eduardo Paes afirmou que o secretário já vinha recebendo ameaças em razão de fiscalizações realizadas pela secretaria, especialmente em operações ligadas ao setor de combustíveis. Segundo o prefeito, o uso de carro blindado já fazia parte de um protocolo de segurança adotado anteriormente pela prefeitura diante do histórico de risco envolvendo a atuação do secretário. A declaração foi feita durante coletiva no Centro de Operações do Rio.
Atuação contra postos de combustíveis volta ao centro da discussão: João Pires vem se tornando um dos principais nomes da fiscalização municipal em operações de defesa do consumidor, com foco em denúncias de irregularidades em postos de combustíveis e relações de consumo na capital fluminense. A fala de Eduardo Paes reforça uma linha já adotada em outras operações recentes: segundo o prefeito, a prefeitura considera que ações contra grupos econômicos irregulares podem aumentar o nível de exposição de agentes públicos envolvidos.
Polícia investiga se houve tentativa de assalto ou ataque direcionado: Embora o prefeito tenha classificado o episódio como atentado, a Polícia Civil registrou inicialmente o caso como tentativa de roubo de veículo, o que mantém aberta a apuração sobre a motivação real da perseguição. Essa diferença de enquadramento é relevante do ponto de vista jurídico, porque somente a investigação poderá indicar se houve intenção patrimonial ou eventual direcionamento pessoal contra o secretário.
Caso reacende debate sobre segurança de agentes públicos: O episódio também recoloca em debate a proteção de agentes públicos que atuam em áreas de fiscalização econômica, especialmente em regiões de circulação rodoviária entre a capital e municípios metropolitanos. Em casos anteriores no estado, agentes ligados à fiscalização de combustíveis e comércio já relataram ameaças durante operações de campo, sobretudo em ações envolvendo apreensões e interdições.
Impacto direto: rotina oficial do secretário foi alterada após o caso: Após o registro policial, houve reforço no deslocamento do secretário e revisão dos protocolos de agenda pública. A prefeitura ainda não detalhou se haverá mudança permanente no esquema de segurança.
Atualizado às 09h42: A Polícia Militar confirmou que acompanhou João Pires até a delegacia após a ocorrência e que imagens de segurança do posto de combustíveis podem integrar a investigação.
Miniquestionário: entenda o caso
Onde ocorreu a perseguição? Na Rodovia Amaral Peixoto (RJ-106), em São Gonçalo.
João Pires ficou ferido? Não. Ele conseguiu escapar usando um veículo blindado.
Como o caso foi registrado inicialmente? Como tentativa de roubo de veículo na 75ª DP.