Pessoa em roupa de proteção, possivelmente em ambiente hospitalar, olhando para janela.

A Prefeitura desta cidade do RJ pode ser conhecida como “Gestão do Assédio”

Condenada na Justiça duas vezes, em menos de sete dias, Prefeitura é alvo de graves denúncias, entre elas esquema de folgas irregulares. Teve até “Mural da Vergonha”. Relatos chocam. Veja tudo na matéria

Denúncia judicial aponta assédio institucional

Um novo processo movido contra a Prefeitura de Nova Friburgo traz à tona graves acusações de assédio moral e desvio de função dentro da administração municipal. De acordo com a ação, a servidora teria sido submetida a mudanças de escala consideradas abusivas, sobrecarga de trabalho, ausência de pagamento adequado de benefícios e punições veladas após apresentação de atestados médicos. Segundo a servidora, há um esquema de folgas irregulares com sérios danos ao erário público e aos pacientes do SUS. O documento destaca ainda que trabalhadores teriam sido expostos a um ambiente de trabalho hostil, marcado por coação e falta de diálogo com os gestores. Segundo a denúncia, o Executivo municipal teria se omitido diante dos problemas, deixando de adotar medidas administrativas que garantissem condições dignas de trabalho. Na contestação apresentada à Justiça, a Prefeitura nega a prática de assédio moral, argumentando que as mudanças administrativas ocorreram dentro da legalidade e sem a intenção de perseguir servidores. O caso segue em análise no Judiciário.

Condenações já confirmadas na Justiça

Este não é um episódio isolado. Somente em 2025, a Prefeitura de Nova Friburgo já foi condenada duas vezes por assédio moral em decisões da Justiça do Trabalho. Em janeiro, um servidor obteve vitória judicial após alegar perseguição e constrangimento, resultando em indenização de R$ 25 mil. No mesmo ano, a demissão injustificada de um médico que atuava há mais de uma década no Hospital Municipal Raul Sertã levou a uma nova condenação, com indenização superior a R$ 250 mil. As sentenças destacam falhas graves na condução de processos administrativos e apontam que o município não apresentou provas que justificassem as demissões.

O “mural da vergonha” e denúncias na saúde

As denúncias contra a gestão também atingem diretamente a área da saúde. Documentos obtidos pelo EcoSerrano revelam que servidores do Hospital Municipal Raul Sertã chegaram a ser submetidos a um “mural da vergonha”, onde trabalhadores afastados por motivos médicos teriam seus nomes expostos publicamente. Outro ponto grave relatado foi a mudança na escala de trabalho da enfermagem, que dobrou a carga de plantões sem o reajuste do vale-transporte, gerando custos adicionais para servidores. Há ainda relatos de restrições em trocas de plantões como forma de punição a quem apresentou atestado médico.

Pressão sobre servidores da Educação

Desde o início da atual gestão, sindicatos como o SEPE-NF já alertavam para relatos de assédio e coação contra profissionais da Educação. A categoria acumula queixas relacionadas a perseguições administrativas e falta de diálogo por parte da Prefeitura.

Gestão marcada por denúncias

Com a sucessão de casos envolvendo condenações judiciais, denúncias públicas e agora mais um processo que expõe suposto assédio institucional, a gestão da Prefeitura de Nova Friburgo corre o risco de ficar marcada pela judicialização de suas práticas trabalhistas. Além do impacto direto na saúde mental e profissional dos servidores, as indenizações determinadas pela Justiça acabam sendo pagas com recursos públicos, onerando os cofres do município. O portal EcoSerrano entrou em contato com a Subsecretaria de Comunicação da Prefeitura e pediu uma nota de esclarecimentos sobre as recentes denúncias. No entanto, até o fechamento desta reportagem, o EcoSerrano não obteve retorno.

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