Ruínas de São João Marcos, cidade colonial do Rio de Janeiro, Brasil

A cidade do Rio de Janeiro que foi “apagada” e virou sítio arqueológico

Município ainda tinha rivalidade com cidade vizinha. Veja esta curiosidade na reportagem

NOVO GRUPO – EcoSerrano Sem Regras: https://chat.whatsapp.com/G9Rv2lT2dDxCwWeBCUPLvs?mode=ac_t

No passado, rivalizava com Paraty. Hoje, resiste em ruínas como alerta contra o esquecimento

Meta descrição: Cidade histórica foi destruída para construção de represa. Seu caso é exemplo marcante de apagamento cultural em nome do progresso no Estado do RJ.

Uma cidade que o Rio perdeu — e quase esqueceu

Antes do avanço das hidrelétricas e do crescimento desordenado do século XX, o estado do Rio de Janeiro possuía uma cidade colonial que rivalizava com Paraty em charme, cultura e importância econômica: São João Marcos. Fundada em 1739, a cidade prosperou no século XIX com o ciclo do café, abrigando mais de 20 mil habitantes, igrejas, clubes, teatro, hospital, imprensa própria e até um time de futebol. Mas foi destombada em 1940 e parcialmente demolida para dar lugar à represa de Ribeirão das Lajes — mesmo com o centro urbano jamais tendo sido inundado.
LEIA A MATÉRIA COMPLETA NO SITE AGENDA DO PODER: https://agendadopoder.com.br/conheca-sao-joao-marcos-a-paraty-que-getulio-vargas-destruiu/

Apogeu e declínio: de polo comercial a alvo de dinamite

Com localização estratégica na Estrada Real, São João Marcos cresceu rápido. Ganhou escolas, banda de música, iluminação pública a gás e um prestígio que a colocava entre as cidades mais vibrantes do estado. Sua decadência veio com a crise do café, a abolição da escravidão e a chegada das ferrovias, que mudaram as rotas comerciais. Em 1939, o então SPHAN (hoje Iphan) tombou a cidade. Mas, um ano depois, Getúlio Vargas a destombou por decreto, a mando de interesses políticos e empresariais. O objetivo: ampliar a represa para abastecer a capital.

O apagamento forçado e a destruição das memórias

Apesar da resistência dos moradores, todas as terras foram desapropriadas. Casarões, igrejas e equipamentos públicos foram demolidos com dinamite. A população foi deslocada para municípios vizinhos como Rio Claro, Itaguaí, Mangaratiba e Piraí. A última construção derrubada foi a Igreja Matriz, destruída por um comerciante local, movido pela dor da perda de tudo que possuía. A área, não alagada, ficou abandonada e tomada por mato.

Do esquecimento ao Parque Arqueológico

Após décadas esquecida, a região foi redescoberta. Em 1990, as ruínas foram tombadas pelo Inepac. Em 2011, nasceu o Parque Arqueológico e Ambiental de São João Marcos, no município de Rio Claro. Hoje, o local é aberto ao público, com entrada gratuita, funcionando de quarta a domingo. Preserva ruínas, colunas e fundações que contam uma história apagada à força — mas jamais esquecida.

Como chegar a São João Marcos

O parque está localizado às margens da RJ-149, entre Mangaratiba e Rio Claro. Pode-se chegar pela BR-101 (via litoral) ou Via Dutra (via serra), com sinalização na estrada. O acesso é gratuito e o espaço funciona de quarta a domingo.

GRUPOS DE WHATSAPP DO ECOSERRANO:

Back To Top