Ranking mostra a posição das cidades do Estado do Rio de Janeiro em competitividade municipal.

Niterói lidera ranking de competitividade; cidades do RJ se destacam em avaliação nacional

Capital avançou 31 posições e alcançou sua melhor marca histórica; Nova Friburgo aparece em oitavo lugar no estado

Niterói é a cidade do Estado do Rio de Janeiro mais bem posicionada no Ranking de Competitividade dos Municípios 2026. O município ocupa o 16º lugar nacional, seguido pela Capital, que aparece na 29ª colocação após avançar 31 posições em relação à edição anterior.

Ao todo, dez cidades fluminenses figuram entre as 200 primeiras do Brasil. A relação reúne municípios da Região Metropolitana, da Região Serrana, do Sul Fluminense, da Região dos Lagos e do Norte Fluminense.

Resende tem o terceiro melhor resultado do estado, em 106º lugar. Na sequência aparecem Macaé, Volta Redonda, Petrópolis, Saquarema e Nova Friburgo. Angra dos Reis e Cabo Frio completam a lista fluminense dentro do top 200.

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Veja o ranking das cidades do RJ entre as 200 primeiras

Posição no RJ Município Posição nacional
1º Niterói 16º
2º Rio de Janeiro 29º
3º Resende 106º
4º Macaé 119º
5º Volta Redonda 140º
6º Petrópolis 147º
7º Saquarema 158º
8º Nova Friburgo 173º
9º Angra dos Reis 187º
10º Cabo Frio 195º

A liderança nacional é de Vitória, no Espírito Santo. Florianópolis, Porto Alegre, Curitiba e São Paulo aparecem nas colocações seguintes.

A sétima edição do levantamento, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP) em parceria com a Gove Digital, avalia 423 cidades brasileiras com mais de 80 mil habitantes.

O resultado é formado por 65 indicadores, distribuídos em 13 pilares e três grandes dimensões: instituições, sociedade e economia. Entre os temas analisados estão saúde, educação, saneamento, segurança, meio ambiente, sustentabilidade fiscal, telecomunicações, capital humano e funcionamento da máquina pública.

Rio alcança melhor posição da série histórica

A cidade do Rio de Janeiro avançou da 60ª para a 29ª posição nacional, uma subida de 31 lugares. Segundo os dados divulgados com o lançamento, esta é a melhor colocação da Capital desde o início da série histórica.

A cidade aparece em sexto lugar no país em inovação e dinamismo econômico, 19º no funcionamento da máquina pública e 27º em capital humano.

Niterói, além de liderar o resultado geral no estado, está entre as primeiras colocações nacionais em diferentes pilares: oitavo lugar em sustentabilidade fiscal, nono em capital humano, décimo em saneamento e 14º em inserção econômica.

Os resultados ajudam a explicar a vantagem dos dois municípios da Região Metropolitana sobre o restante do estado. Depois da Capital, existe uma diferença de 77 posições até Resende, terceira colocada do RJ e 106ª do Brasil.

Cidades fluminenses têm destaques em áreas diferentes

O levantamento não apresenta um único padrão entre os municípios do Rio de Janeiro. Cada cidade pode obter posições muito diferentes conforme o serviço ou aspecto analisado.

Resende aparece em sétimo lugar no país no funcionamento da máquina pública. São Pedro da Aldeia ocupa a oitava posição em telecomunicações, enquanto Mesquita está em 11º lugar no pilar de segurança.

Belford Roxo, embora não esteja entre as 200 primeiras no resultado geral apresentado, alcança o quinto lugar nacional em inserção econômica.

Essas colocações específicas não substituem o resultado geral. Elas mostram em quais áreas cada município apresenta seus melhores desempenhos ou suas maiores fragilidades.

Nova Friburgo é a oitava colocada do RJ

Nova Friburgo ocupa o 173º lugar no Brasil e é a oitava cidade fluminense mais bem posicionada no ranking geral. Entre os municípios da Região Serrana presentes no top 200, fica atrás de Petrópolis, que aparece na 147ª colocação.

O painel informa uma população de 203.417 habitantes para Nova Friburgo e aponta os serviços como setor econômico predominante.

O município apresenta bom desempenho regional em meio ambiente, no qual ocupa a sétima posição, e em telecomunicações, com o 26º lugar. Na cobertura de floresta natural, está em nono; nos acessos de banda larga de alta velocidade, em oitavo.

Em saneamento, Nova Friburgo ocupa o 58º lugar regional. O desempenho reúne dois extremos: a primeira posição em cobertura da coleta de resíduos domésticos e a 128ª em cobertura do abastecimento de água.

A cidade também aparece em 34º lugar regional em capital humano. A taxa bruta de matrícula no ensino técnico e profissionalizante ocupa a segunda posição, mas a qualificação dos trabalhadores com emprego formal está em 156º.

Os resultados menos favoráveis estão no acesso à saúde, em 176º lugar regional, e na sustentabilidade fiscal, em 184º.

Transparência é destaque, mas máquina pública fica em 377º

O funcionamento da máquina pública é um dos principais pontos fracos de Nova Friburgo. Nesse pilar específico, o município ocupa o 377º lugar no Brasil, o 163º no Sudeste e o 21º entre as cidades do Estado do Rio avaliadas.

Esse resultado não deve ser confundido com a 173ª colocação no ranking geral. O pilar administrativo considera somente seis indicadores: custos das funções administrativa e legislativa, qualidade da informação contábil e fiscal, tempo para abertura de empresas, qualificação dos servidores e transparência municipal.

A transparência é o melhor resultado de Nova Friburgo nesse conjunto. O município está em 40º lugar no Brasil, quarto no Sudeste e segundo no Estado do Rio, com nota normalizada de 96,38.

Nos custos da função administrativa e legislativa, entretanto, a cidade ocupa as posições nacionais 408 e 403, respectivamente. O custo do Legislativo perdeu 245 colocações em relação à edição anterior.

Os dois indicadores receberam nota normalizada zero. Isso não significa que a Prefeitura ou a Câmara tenham registrado gasto de R$ 0. A pontuação corresponde ao desempenho na escala comparativa adotada pelo ranking, conforme os dados e critérios metodológicos do indicador.

Rio lidera avaliação da máquina pública no estado

O resultado das cidades fluminenses muda substancialmente quando é considerado apenas o funcionamento da máquina pública. A Capital lidera o RJ e ocupa o sexto lugar nacional, enquanto Niterói, primeira colocada no ranking geral do estado, cai para a posição 292 nesse pilar.

Posição nacional Município Nota
6º Rio de Janeiro 89,03
62º Saquarema 82,16
93º Macaé 78,88
130º Nova Iguaçu 77,19
138º Duque de Caxias 76,77
140º São Pedro da Aldeia 76,60
183º Rio das Ostras 74,15
208º Teresópolis 72,90
217º Cabo Frio 72,09
224º Resende 71,91
227º Maricá 71,85
236º Campos dos Goytacazes 71,36
242º São Gonçalo 71,06
247º Magé 70,82
249º Araruama 70,71
268º Queimados 69,63
292º Niterói 68,11
342º Itaperuna 64,23
344º Itaguaí 64,12
353º São João de Meriti 62,81
377º Nova Friburgo 58,66
379º Barra Mansa 58,04
380º Itaboraí 57,55
385º Mesquita 57,06
389º Angra dos Reis 56,17
392º Belford Roxo 55,85
394º Nilópolis 55,46
401º Petrópolis 54,26
405º Três Rios 52,60
409º Barra do Piraí 51,95
414º Japeri 48,85
417º Seropédica 46,51
421º Volta Redonda 44,32

A comparação mostra por que o ranking geral precisa ser analisado junto aos pilares. Volta Redonda, por exemplo, é a quinta cidade mais competitiva do RJ no resultado agregado, mas ocupa a penúltima posição nacional no funcionamento da máquina pública. Saquarema segue a direção oposta: aparece em sétimo lugar no estado no quadro geral e tem a segunda melhor máquina pública entre as cidades fluminenses avaliadas.

Os resultados completos, os indicadores e os filtros por estado podem ser consultados no Ranking de Competitividade dos Municípios. O CLP também disponibiliza o relatório técnico da edição de 2026.

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