Fiscalização será ampliada em 78 pontos. Lista mostra onde cada equipamento está instalado
Os equipamentos cobertos, desligados ou ainda em fase de testes ao longo da RJ-106 estão perto de entrar definitivamente em operação. O Departamento de Estradas de Rodagem do Estado do Rio de Janeiro prevê iniciar a fiscalização na segunda quinzena de junho de 2026, mas ainda não divulgou o dia exato da ativação.Quando os equipamentos forem ligados para fiscalização, os motoristas que ultrapassarem a velocidade permitida ou avançarem sinais nos pontos monitorados poderão ser autuados. A mudança alcança uma das principais ligações rodoviárias do estado, usada diariamente por quem circula entre São Gonçalo, Maricá, Saquarema, Araruama, Iguaba Grande, São Pedro da Aldeia, Cabo Frio, Casimiro de Abreu e Macaé.O programa anunciado para a RJ-106 reúne 133 equipamentos distribuídos por 78 pontos, nos dois sentidos da Rodovia Amaral Peixoto. Os limites encontrados na maior parte dos locais variam entre 50 km/h e 60 km/h, além dos dispositivos destinados a registrar avanço de sinal.A instalação faz parte de um programa mais amplo do DER-RJ, que prevê aproximadamente 390 equipamentos em rodovias estaduais. A RJ-104 também receberá novos redutores, enquanto instalações foram iniciadas em outros corredores administrados pelo órgão.
Radares não servirão apenas para controlar velocidade
Os novos equipamentos contam com tecnologia OCR, sigla usada para o reconhecimento óptico de caracteres. Na prática, o sistema fotografa e identifica automaticamente as placas dos veículos que passam pelos pontos monitorados.A fiscalização de velocidade nas rodovias estaduais que atravessam áreas urbanas funciona no horário estabelecido para os radares. A página oficial do DER-RJ informa operação das 6h às 22h.A leitura das placas pelo OCR, entretanto, poderá continuar durante 24 horas. O recurso permite comunicar às forças de segurança a passagem de veículos sob monitoramento, como automóveis com registro de roubo, furto ou alguma restrição inserida nos sistemas utilizados pelos órgãos responsáveis.Isso significa que o equipamento pode continuar lendo a placa durante a madrugada mesmo quando não estiver aplicando autuações por velocidade naquele trecho.
Pontos foram escolhidos pelo risco de acidentes
Segundo as informações atribuídas ao DER-RJ, a definição dos locais levou em consideração o histórico de acidentes, o volume de veículos, as características físicas da estrada e a movimentação de pedestres.Também foram considerados trechos próximos a escolas, creches, unidades de saúde e outros equipamentos públicos, além de curvas perigosas, travessias e áreas urbanas com circulação intensa.Na RJ-106, há fiscalização prevista desde Tribobó, em São Gonçalo, até Cabiúnas, em Macaé. A distribuição alcança bairros, centros urbanos, entroncamentos rodoviários e pontos próximos a escolas, terminais, quartéis do Corpo de Bombeiros e ao Aeroporto de Macaé.Os equipamentos são divididos principalmente em três categorias:Controladores de velocidade: registram veículos que ultrapassam o limite estabelecido para o trecho.Redutores de velocidade: normalmente são colocados em áreas de maior risco, travessias urbanas ou pontos que exigem redução mais acentuada.Fiscalizadores de avanço de sinal: registram o desrespeito ao semáforo nos cruzamentos monitorados.
Relações disponíveis apresentam números diferentes
O anúncio divulgado para a nova estrutura da RJ-106 informa 133 equipamentos em 78 pontos. Já a relação operacional encaminhada ao EcoSerrano e atribuída ao sistema de radares fixos do DER-RJ reúne 114 dispositivos na RJ-106, além de oito equipamentos relacionados à RJ-104.Também foi anunciado anteriormente que a RJ-104 receberia 11 redutores ao longo de aproximadamente 21 quilômetros, nos dois sentidos da estrada.A diferença pode estar relacionada às etapas de implantação, à ativação gradual, ao cadastro por sentido da rodovia ou à separação entre aparelhos instalados, testados e efetivamente liberados para autuação. O material disponível, porém, não esclarece a razão dessa divergência.Por isso, o motorista não deve considerar a ausência momentânea de determinado aparelho em uma listagem como confirmação de que aquele ponto não será fiscalizado. A sinalização da própria rodovia e as atualizações oficiais devem ser observadas.
Maricá terá fiscalização entre Inoã e Espraiado
No trecho de Maricá, os pontos informados se concentram entre os quilômetros 13 e 38,2 da RJ-106, passando por Inoã, São José do Imbassaí, Manoel Ribeiro e Espraiado.Entre os locais indicados estão:
km 13, em Maricá, com limite de 60 km/h;
km 14, em Inoã, com limite de 50 km/h;
quilômetros 17,2 e 17,6, com limite de 60 km/h;
quilômetros 18,8, 19,3, 23,4 e 23,7, em São José do Imbassaí, com limite de 60 km/h;
km 28, com limite de 50 km/h;
km 37,2, em Manoel Ribeiro, com limite de 60 km/h;
km 38,2, no Espraiado, com limite de 50 km/h.
A chegada da fiscalização ocorre enquanto permanecem críticas sobre as condições do pavimento em partes da rodovia. Reportagens locais apontam buracos, irregularidades e serviços de recuperação sem conclusão, principalmente no trecho de Maricá.O DER-RJ chegou a informar investimentos na recuperação da RJ-106 e a preparação de nova contratação para intervenções entre Maricá e Sampaio Corrêa. O material mais recente encaminhado, porém, não apresenta um calendário atualizado para a conclusão do recapeamento nos pontos questionados.
Fiscalização segue pela Região dos Lagos e Norte Fluminense
Em Saquarema, os radares aparecem em trechos como Sampaio Corrêa, Bacaxá, Rio Seco, Largo do Paraíso e entroncamentos com outras rodovias estaduais.Araruama concentra controladores, redutores e dispositivos para avanço de sinal em áreas como Ponte dos Leites, Estádio, Rodoviária e Praia do Barbudo.A fiscalização continua por Iguaba Grande, São Pedro da Aldeia, Cabo Frio e Tamoios. Mais adiante, alcança Casimiro de Abreu e Macaé, incluindo pontos próximos à escola técnica, ao aeroporto, ao Atacadão, a Lagomar e a Cabiúnas.Na maior parte dos dispositivos relacionados, os limites são de 50 km/h ou 60 km/h. O motorista deve obedecer à placa existente em cada trecho, já que o limite pode mudar ao longo da mesma rodovia.
Como saber se o radar está regular
Antes de produzir autuações válidas, os medidores de velocidade precisam passar pela verificação metrológica competente. A consulta pode ser feita no Portal de Serviços do Inmetro ou no sistema de radares do Instituto de Pesos e Medidas do Estado do Rio de Janeiro.A verificação dos medidores deve estar dentro do prazo de validade. O Ipem-RJ informa que os equipamentos precisam ser aferidos periodicamente e que autuações geradas durante eventual atraso na verificação podem ser invalidadas.Para fazer a consulta, o motorista precisa localizar as informações de identificação do equipamento registradas na notificação ou no sistema correspondente. A verificação técnica, entretanto, não substitui a obrigação de respeitar a sinalização e o limite definido para cada trecho.Como o DER-RJ ainda não anunciou o dia exato da ativação, quem circula pela RJ-106 deve considerar que a fiscalização poderá começar a qualquer momento durante a segunda quinzena de junho.