Vista aérea da paisagem montanhosa com áreas verdes e construção urbana ao fundo, em Campo Grande, Rio de Janeiro.

Rio terá corredor verde gigante para combater calor extremo em área crítica

Projeto prevê grande impacto climático e mudanças positivas num futuro próximo; entenda

Uma das regiões mais quentes e populosas do Rio de Janeiro vai receber uma grande frente de reflorestamento urbano. A proposta promete ampliar áreas verdes, reduzir ilhas de calor e transformar a paisagem de Campo Grande nos próximos anos.

Rio anuncia corredor verde em uma das regiões mais quentes da cidade

Campo Grande, bairro mais populoso do Rio de Janeiro e uma das áreas mais afetadas pelo calor intenso na capital, vai receber uma das maiores ações de reflorestamento urbano da cidade. A Serra da Posse, na Zona Oeste, foi escolhida como área prioritária do programa Floresta Viva, que prevê o plantio de mais de 337 mil mudas de espécies nativas da Mata Atlântica.

O projeto foi anunciado após assinatura de convênio entre a Prefeitura do Rio e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com investimento estimado em R$ 10 milhões.

A iniciativa surge em meio ao aumento das discussões sobre ilhas de calor, falta de arborização e impactos das mudanças climáticas nas regiões mais urbanizadas do Rio.

A proposta vai muito além do plantio de árvores. A intenção é criar um grande corredor ecológico em uma área considerada estratégica para o equilíbrio ambiental da cidade.

Região sofre com calor intenso e pouca arborização

Campo Grande concentra uma das maiores populações do município e enfrenta há anos problemas ligados à baixa cobertura vegetal.

Nos períodos de calor extremo, moradores convivem com temperaturas elevadas, sensação térmica intensa e pouca proteção natural contra o sol.

O corredor verde pretende justamente reduzir parte desses impactos urbanos.

Segundo a prefeitura, o projeto vai conectar áreas já reflorestadas anteriormente pelo programa Mutirão Reflorestamento e também regiões que passaram por compensações ambientais, formando uma faixa contínua de vegetação.

A expectativa é que o aumento da arborização contribua para melhorar o conforto térmico, ampliar áreas de sombra e reduzir os efeitos do aquecimento urbano.

Projeto prevê mais de 337 mil mudas

O plano prevê o plantio e manutenção de 337.125 mudas ao longo de 48 meses.

As espécies serão nativas da Mata Atlântica, bioma originalmente predominante na região.

Além da ampliação da cobertura vegetal, o projeto também pretende substituir gradualmente espécies invasoras por árvores nativas, o que pode ajudar na redução do risco de incêndios e no fortalecimento ambiental da área.

A proposta também busca facilitar o deslocamento da fauna e aumentar a conexão entre fragmentos florestais ainda existentes na Zona Oeste.

Mudanças climáticas colocam Zona Oeste no centro do debate

Nos últimos anos, regiões da Zona Oeste vêm sendo apontadas como algumas das mais vulneráveis aos efeitos das mudanças climáticas no Rio de Janeiro.

Além do calor intenso, bairros da região frequentemente enfrentam problemas ligados a enchentes, impermeabilização do solo e crescimento urbano acelerado.

Durante o anúncio do projeto, representantes do poder público destacaram que o corredor verde pode se tornar uma das principais iniciativas ambientais urbanas da cidade.

O prefeito Eduardo Cavaliere afirmou que a proposta busca criar um impacto semelhante ao papel histórico exercido pela Floresta da Tijuca em outras áreas da capital.

Já representantes da área ambiental destacaram que ampliar a presença de vegetação nas zonas mais quentes da cidade passou a ser uma necessidade urbana e climática.

Reflorestamento ganha força como estratégia urbana

A criação de corredores verdes vem sendo adotada em diversas cidades do mundo como alternativa para reduzir os efeitos das ilhas de calor e melhorar a qualidade ambiental urbana.

Além da preservação ambiental, projetos desse tipo costumam impactar diretamente o cotidiano da população, especialmente em regiões densamente urbanizadas e com baixa arborização.

No Rio, a proposta também reforça o debate sobre como a cidade deve se adaptar aos efeitos das mudanças climáticas nas próximas décadas.

Clima, calor e reflorestamento urbano no Rio

  • Onde será criado o corredor verde? Na Serra da Posse, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio.

  • Quantas árvores serão plantadas? Mais de 337 mil mudas de espécies nativas da Mata Atlântica.

  • Qual é o objetivo do projeto? Reduzir impactos do calor extremo, ampliar áreas verdes e fortalecer a conexão ambiental da região.

  • Quanto será investido no projeto? O investimento previsto é de R$ 10 milhões.

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