Protesto de professores com cartaz escrito 'Greve dos Professores' e megafone.

Paralisação da educação atinge cidades do RJ e manifestação já afeta o trânsito na capital

Profissionais da educação pública realizam paralisação no estado do Rio de Janeiro, com assembleias, protestos e impactos que já aparecem no trânsito da capital

A mobilização dos profissionais da educação pública começou com atos no Centro do Rio e repercussão em diferentes cidades fluminenses. A paralisação envolve reivindicações salariais, cumprimento de acordos pendentes e pode afetar o funcionamento de escolas estaduais em vários municípios. Mais abaixo, um detalhe ajuda a entender por que o movimento ganhou alcance estadual nesta quinta-feira.

Professores e funcionários administrativos das redes estadual e municipal iniciaram nesta quinta-feira uma paralisação de 24 horas organizada pelo Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro. A mobilização ocorre com assembleias na capital e tem reflexos em várias regiões do estado, já que a rede estadual alcança municípios de todas as regiões fluminenses. Na capital, profissionais da rede estadual se reuniram pela manhã no Clube de Engenharia, no Centro, com previsão de protesto em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. Já a rede municipal marcou assembleia à tarde, na região da Cinelândia, seguida de ato público. Ao mesmo tempo, uma manifestação na Avenida Francisco Bicalho provoca lentidão no deslocamento em direção ao Centro do Rio nesta manhã, exigindo atenção de motoristas que passam pela ligação com a região da rodoviária e área portuária. Há, porém, um ponto adicional que ajuda a entender por que a paralisação ganhou dimensão maior neste início de dia.

Paralisação pode atingir escolas em cidades como Nova Friburgo, Niterói e Campos: Como a rede estadual participa do movimento, a paralisação pode afetar unidades escolares em diferentes municípios, incluindo Nova Friburgo, Teresópolis, Niterói, Nova Iguaçu, Duque de Caxias, Volta Redonda e Campos dos Goytacazes. A adesão depende de cada unidade e da decisão local dos profissionais, mas o sindicato informa que a convocação tem caráter estadual. Isso significa que escolas podem ter funcionamento parcial ou alteração no atendimento ao longo do dia. Na prática, o impacto varia conforme o número de servidores aderindo em cada cidade, e isso deve ser observado por responsáveis ao longo desta quinta-feira. Além disso, uma informação recente amplia o entendimento do caso.

Categoria aponta perdas salariais acumuladas e cobra recomposição: Segundo levantamento apresentado pelo sindicato em conjunto com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, os profissionais da rede municipal defendem recomposição de 24,07% referente a perdas acumuladas desde 2019. Na rede estadual, o percentual indicado pelo estudo chega a cerca de 56% sobre os salários de janeiro de 2026, considerando períodos anteriores sem recomposição integral. As entidades afirmam que os percentuais refletem uma defasagem prolongada e sustentam a necessidade de retomada de negociações. Mais abaixo, outro dado ajuda a explicar por que outras reivindicações também entraram no centro da mobilização.

Rede municipal e estadual apresentam pautas diferentes além do reajuste: Entre os profissionais da rede municipal, a pauta inclui o fim da minutagem, reajuste do vale-refeição, pagamento do Acordo de Resultados 2024 e cumprimento do piso nacional para professoras adjuntas da educação infantil. No caso estadual, a cobrança inclui cumprimento do acordo firmado em 2021 entre a Alerj e o governo estadual, com reposição de 26,5% dividida em parcelas, além da implementação do piso nacional do magistério. Esses pontos aparecem como centrais nas assembleias realizadas nesta quinta e devem influenciar os próximos encaminhamentos do movimento.

Trânsito e funcionamento escolar seguem sob atenção ao longo do dia: Com protestos previstos em diferentes horários no Centro do Rio, o trânsito pode continuar apresentando retenções em corredores importantes de acesso à região central. Para pais, alunos e responsáveis, a recomendação é acompanhar comunicados de cada escola, já que o funcionamento depende da adesão local dos profissionais. A expectativa agora é pelo resultado das assembleias e por eventual posicionamento dos governos estadual e municipal ainda ao longo do dia.

O que ainda precisa ser observado sobre a paralisação desta quinta: A paralisação afeta todas as escolas estaduais? A adesão varia por unidade escolar e por município. Nova Friburgo pode ter impacto?  Sim, porque a rede estadual participa em todo o território fluminense. A manifestação afeta o trânsito no Rio agora?  Sim, há reflexos na Avenida Francisco Bicalho nesta manhã. A rede municipal também participa?  Sim, com assembleia e ato público na capital. Pode haver novo movimento nos próximos dias? Isso dependerá do resultado das assembleias e de negociações futuras.

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