Sistema de grande desenvolvimento vertical migra da Zona da Mata para o estado fluminense e eleva alerta nesta tarde
Supercélula que despejou até 190 milímetros em 24h na Zona da Mata Mineira se desloca em direção ao Rio de Janeiro. Meteorologistas indicam risco de chuva intensa, rajadas e descargas elétricas ainda hoje.
Nesta quarta-feira, 25 de fevereiro, às 10h40, meteorologistas da empresa Nottus informaram que a supercélula responsável por acumulados de até 190 milímetros em 24 horas em Juiz de Fora e Ubá, na Zona da Mata Mineira, avança em direção ao estado do Rio de Janeiro. Segundo dados preliminares, o sistema mantém forte desenvolvimento vertical e pode provocar chuva intensa ainda nesta tarde. Em Minas Gerais, os volumes em 72 horas variaram entre 205 e 230 milímetros, patamar acima da média histórica mensal de fevereiro, que gira entre 170 e 200 milímetros. Informações oficiais indicam mais de 20 mortes na região mineira afetada.
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Acumulados excepcionais em MG superaram média do mês inteiro: De acordo com o meteorologista Alexandre Nascimento, sócio-diretor da Nottus, o volume registrado foi excepcional para um intervalo tão curto. Ele afirmou que a configuração atmosférica favoreceu a organização das nuvens em uma estrutura persistente e intensa. A meteorologista Andrea Ramos explicou que o verão já concentra naturalmente os maiores acumulados do ano no Sudeste. Segundo ela, janeiro e fevereiro são historicamente os meses mais chuvosos, o que eleva o potencial para episódios severos quando há calor e alta umidade.
Migração do sistema aumenta risco no estado do Rio: Imagens de satélite indicaram topos de nuvens muito frios, característica típica de cumulonimbus com grande desenvolvimento vertical, que podem atingir entre 14 e 16 quilômetros de altura. Dados técnicos apontam que a atuação combinada de calor; alta umidade; cavado atmosférico; frente fria no oceano; favoreceu a intensificação do sistema. Segundo especialistas, ao migrar para o estado do Rio de Janeiro, a supercélula pode gerar chuva intensa; vento forte; descargas elétricas; variação entre bairros; acumulados elevados em curto período.
Impacto direto e comparação com dias anteriores: No estado fluminense, os volumes registrados nos últimos dias estavam abaixo dos acumulados observados na Zona da Mata Mineira. A possível atuação da supercélula representa mudança significativa no padrão recente e pode afetar transporte; tráfego urbano; fornecimento de energia; atividades ao ar livre. De acordo com orientações gerais da Defesa Civil, moradores devem acompanhar comunicados oficiais e evitar áreas de alagamento em caso de chuva intensa.
Entenda a formação do fenômeno: A carta sinótica analisada pelos meteorologistas indicava a presença de um cavado — alongamento de baixa pressão — próximo à região, além de uma frente fria no oceano. Essa combinação ajudou a canalizar umidade e organizar as áreas de instabilidade de forma mais estruturada. Segundo nota técnica, quanto mais intenso o desenvolvimento vertical das nuvens, maior o potencial de precipitação concentrada em curto intervalo.
Perguntas e respostas sobre a supercélula no Sudeste
O que é uma supercélula? É um tipo de tempestade com grande desenvolvimento vertical e alta organização interna, capaz de produzir chuva intensa em curto período.
Por que os volumes foram tão elevados em MG? Segundo meteorologistas, houve combinação de calor; alta umidade; cavado atmosférico; frente fria no oceano, o que favoreceu acumulados acima da média mensal.
Há risco para o Rio de Janeiro hoje? Informações indicam que o sistema migra para o estado e pode provocar chuva intensa nesta quarta-feira, especialmente entre a tarde e a noite.