Fiscalização mira academias após aumento de reclamações de clientes, com contratos abusivos e até estagiários atuando como técnicos. Veja todas as irregularidades
Uma academia foi interditada na Barra da Tijuca durante a Operação Contrapeso, que fiscaliza irregularidades em estabelecimentos de atividade física. A ação envolve Sedcon, Procon-RJ e CREF e apura riscos à saúde e segurança dos usuários.
A Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor informou que interditou uma academia na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, durante a Operação Contrapeso, realizada ao longo de fevereiro. Segundo nota oficial, a medida ocorreu após fiscais identificarem problemas de ventilação e ausência de profissional habilitado para cobertura das áreas do estabelecimento. De acordo com o órgão, a operação é realizada em conjunto com o Procon-RJ e o Conselho Regional de Educação Física da 1ª Região e tem como foco verificar condições de segurança, regularidade técnica e respeito às normas de proteção ao consumidor.
Fiscalização em academias do Rio cresce no início do ano: Segundo a Sedcon, o início do ano costuma registrar aumento na procura por academias e centros de atividade física, o que também eleva o volume de reclamações nos canais oficiais. As queixas, conforme comunicado, envolvem estrutura inadequada; equipamentos defeituosos; ausência de instrutores; estagiários atuando sem supervisão técnica; dificuldades de cancelamento de contrato; retenção de valores; cobrança de taxas consideradas excessivas.
Os órgãos também relatam registros de falhas em itens de emergência, como ausência de Desfibrilador Externo Automático; falta de pessoal treinado para operar o equipamento; ambientes sem climatização adequada; condições que podem comprometer a prática segura de exercícios.
Motivos da interdição na Barra da Tijuca: De acordo com a equipe de fiscalização, a academia interditada não apresentava ventilação mecânica nem natural em níveis considerados adequados para a prática de atividade física. Conforme os agentes, essa condição pode gerar risco à saúde dos frequentadores, especialmente em ambientes fechados e de alta intensidade de esforço.
Segundo o comunicado oficial, também foi constatada a falta de profissional habilitado para atender todas as áreas do espaço, o que, de acordo com os órgãos, compromete a segurança técnica do serviço oferecido. A interdição é uma medida administrativa aplicada quando, segundo a fiscalização, há risco direto à saúde; à integridade física; à segurança do consumidor.
Outro estabelecimento foi autuado por falta de acessibilidade: Ainda na mesma região, outro estabelecimento foi autuado por problemas de acessibilidade. Conforme a Sedcon, o responsável recebeu auto de infração e terá prazo legal para apresentar defesa administrativa. Segundo nota do secretário estadual de Defesa do Consumidor, Gutemberg Fonseca, a prioridade da operação é garantir ambiente adequado para prática esportiva e reduzir riscos estruturais e técnicos. O órgão afirma que a interdição é aplicada quando as irregularidades são consideradas graves.
Operação seguirá em outras regiões do estado: A Secretaria informou que a Operação Contrapeso continuará durante todo o mês de fevereiro, com fiscalizações na capital e no interior. A atuação, segundo o órgão, tem caráter preventivo; corretivo; educativo; com foco em adequação às normas de consumo e segurança.
A recomendação oficial é que consumidores verifiquem se a academia possui responsável técnico registrado; equipamentos em bom estado; contrato claro; canais de atendimento; estrutura compatível com o número de usuários.
Sobre a fiscalização
Por que a academia foi interditada na Barra da Tijuca? Segundo a fiscalização, por ventilação inadequada e ausência de profissional habilitado em todas as áreas.
Quem participa da Operação Contrapeso? Sedcon; Procon-RJ; Conselho Regional de Educação Física da 1ª Região.
Quais problemas mais geram reclamações em academias? Falhas de equipamento; ausência de instrutor; contratos abusivos; dificuldade de cancelamento; falta de itens de emergência.
A operação ocorre só na capital? Não. Segundo o órgão, as fiscalizações também alcançam outras regiões do estado.