Homem sentado em tronco em meio a área seca e água, simbolizando escassez hídrica.

Péssimas notícias: Seca do principal rio do Estado do RJ vai ampliar crise de falta d’água

Dados da ANA mostram que início de 2026 está entre os mais críticos desde 1998, com impacto direto no Sistema Guandu

Reservatórios do Paraíba do Sul operam com pouco mais de 32% da capacidade, metade do registrado em 2025. A escassez hídrica já alcança todo o território do RJ e pressiona o abastecimento da Região Metropolitana, dependente do Sistema Guandu.

Situação crítica dos reservatórios do Paraíba do Sul: Dados recentes da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) indicam que o início de 2026 figura entre os períodos mais críticos para a Bacia do Rio Paraíba do Sul desde o início da série histórica, em 1998. A falta de chuvas no período que deveria ser o mais chuvoso do ano tem reduzido de forma acelerada o volume de água armazenada na bacia. Esse cenário ameaça o abastecimento de municípios dos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, que dependem do rio para captação.

Impacto direto no Sistema Guandu e na Região Metropolitana: O Rio Paraíba do Sul é essencial para cerca de 9 milhões de pessoas, aproximadamente 70% da população da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Por meio de uma transposição hídrica, suas águas alimentam o Sistema Guandu, principal fonte de abastecimento da capital e da Baixada Fluminense. Municípios como Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Belford Roxo, São João de Meriti e Nilópolis podem ser afetados caso o cenário de escassez se agrave.

Reservatório Equivalente em patamar preocupante: O Reservatório Equivalente do Paraíba do Sul, que integra os volumes de Paraibuna, Santa Branca, Jaguari e Funil, opera atualmente com 32,21% do volume útil. No mesmo período do ano passado, esse índice era de 64,54%, praticamente o dobro do nível atual. Esse indicador é usado para avaliar, de forma integrada, a segurança hídrica da bacia e orientar decisões operacionais e preventivas.

Seca se intensifica no Rio e em São Paulo: Entre outubro e novembro, a área afetada por seca no Estado do Rio de Janeiro avançou de 66% para 100% do território, conforme o Monitor de Secas. No mesmo período, 5% do estado passou a registrar seca grave, o pior nível desde maio de 2020. Em São Paulo, 100% do território permaneceu sob condições de seca, com leve aumento da área classificada como seca grave.

Monitoramento contínuo e possíveis medidas: O Comitê das Bacias Hidrográficas do Rio Paraíba do Sul (CBH-PS) acompanha continuamente os níveis dos reservatórios e o comportamento hidrológico da região. Caso os índices permaneçam baixos, medidas como campanhas de uso racional da água e ajustes na operação dos reservatórios podem ser adotadas. Especialistas alertam que a combinação entre aquecimento global e alterações antrópicas na bacia tende a tornar eventos de escassez mais frequentes.

Participe: segurança hídrica em debate:

  • Você acredita que sua cidade pode sofrer com falta de água neste ano? Sim, o risco é real.

  • Você acha importante economizar água mesmo sem racionamento? Sim, é fundamental.

  • Você acompanha os níveis dos rios e reservatórios da sua região? Ainda não, mas pretendo acompanhar.

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