Pessoa com as mãos algemadas sobre uma mesa.

Ex-CEO de uma das maiores e mais famosas agências de viagens do Brasil pode ser preso

Após ser flagrado com documentos falsos, empresário foi denunciado e se complicou diante da Justiça. Identidade foi revelada

O MPRJ solicitou à Justiça a prisão preventiva do ex-CEO da Hurb por descumprimento de medidas cautelares. O pedido considera prisão recente no Ceará e falhas no cumprimento de obrigações judiciais.

Pedido do Ministério Público à Justiça

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) requereu a prisão preventiva de João Ricardo Mendes, ex-CEO da agência de viagens Hurb, por descumprimento de medidas cautelares impostas anteriormente pela Justiça. O pedido foi apresentado pela Promotoria de Justiça junto à 32ª Vara Criminal da Capital, conforme informações oficiais divulgadas pelo órgão ministerial.

Prisão no Ceará motivou novo requerimento

De acordo com o MPRJ, João Ricardo foi preso na segunda-feira, 5 de janeiro, no Aeroporto Regional de Jericoacoara, no Ceará, portando documento falso e com a tornozeleira eletrônica descarregada. Segundo a Promotoria, a situação evidencia o descumprimento de obrigações judiciais, entre elas a monitoração eletrônica e a proibição de se ausentar da cidade sem autorização prévia.

Origem das medidas cautelares

As medidas cautelares impostas ao ex-CEO decorrem de uma prisão em flagrante anterior, relacionada ao furto de obras de arte e outros objetos de um hotel e de um escritório de arquitetura. Em maio de 2025, João Ricardo Mendes foi denunciado pelo MPRJ pelos crimes de furto qualificado e adulteração de identificação de veículo, ocasião em que o órgão ministerial se manifestou pela manutenção da prisão.

Substituição da prisão e obrigações impostas

Após um período em prisão preventiva, a custódia foi substituída por medidas cautelares, conforme decisão judicial, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica. Também foram impostas a proibição de deixar a cidade sem autorização judicial e a obrigação de apresentação periódica de relatórios médicos no processo.

Descumprimentos reiterados apontados pela Promotoria

Ao requerer a nova prisão preventiva, o MPRJ destacou que o episódio ocorrido no Ceará, somado à ausência de juntada de relatório médico desde setembro, indicaria o descumprimento reiterado das medidas cautelares. Segundo a Promotoria, os fatos demonstrariam desrespeito às determinações judiciais, motivo pelo qual foi solicitado o restabelecimento da prisão preventiva.

Situação segue sob análise judicial

O pedido de prisão preventiva será analisado pelo Poder Judiciário, conforme o andamento do processo criminal em curso. Até o momento, não há decisão judicial definitiva divulgada sobre o requerimento apresentado pelo Ministério Público.

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