O estado do Rio de Janeiro poderá enfrentar um prejuízo estimado em R$ 830 milhões caso os Estados Unidos confirmem a implementação de medidas tarifárias de 50%, previstas para entrarem em vigor em 1º de agosto de 2025.A projeção foi divulgada pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), com base em estudo do Cedeplar/UFMG, que avaliou os impactos no Brasil e nos estados das regiões Sul e Sudeste.
Rio é segundo maior exportador para os EUA
O Rio de Janeiro ocupa a segunda posição entre os estados que mais exportam para os EUA, atrás apenas de São Paulo.
Exportações em 2024: R$ 7,4 bilhões
Importações em 2024: R$ 8,9 bilhões
As principais pautas exportadoras fluminenses para o mercado norte-americano são petróleo bruto e aço, setores que sustentam milhares de empregos diretos.A indústria de petróleo e gás emprega cerca de 40 mil pessoas no estado. Já a metalurgia mantém aproximadamente 48 mil postos de trabalho formais.
Municípios mais afetados
Segundo a Firjan, 48 municípios fluminenses poderão ser atingidos pelo tarifaço. Entre os mais prejudicados estão:
Rio de Janeiro (capital)
Duque de Caxias
São João da Barra
Macaé
Volta Redonda
Essas cidades concentram boa parte da produção de petróleo, gás e metalurgia, setores diretamente impactados pelas tarifas.
Firjan pede diálogo e postergação do prazo
O presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano, manifestou preocupação com a medida e destacou a necessidade de negociação urgente entre os governos.“A Firjan vê com grande preocupação a possível implementação das medidas e defende a intensificação do diálogo e da negociação em busca de uma solução satisfatória para ambos os lados. Essa imprevisibilidade é prejudicial para todos, principalmente para as pequenas e médias empresas fluminenses. Também defendemos a postergação do prazo de negociação para obter o acordo entre as duas partes, se necessário”, afirmou.
Contexto nacional e internacional
A tensão comercial surge em um momento de recuperação econômica do Brasil, e a escalada tarifária pode representar um duro golpe em setores estratégicos. Especialistas alertam que medidas dessa magnitude podem gerar efeitos em cadeia, como redução de investimentos, cortes de empregos e retração do PIB estadual.