Prato de comida brasileira com arroz, feijão, farofa, tomate e ovo cozido.

Brasil sai do Mapa da Fome pela segunda vez, diz ONU

País estava com níveis alarmantes desde 2018 e, em apenas dois anos atingiu níveis satisfatórios, após intensificar programas sociais

 

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Brasil deixa o Mapa da Fome da ONU

O Brasil está oficialmente fora do Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO/ONU). O anúncio foi feito nesta segunda-feira (28), durante a 2ª Cúpula de Sistemas Alimentares da ONU (UNFSS+4), em Adis Abeba, Etiópia. Segundo o relatório O Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo 2025 (SOFI 2025), o país atingiu o patamar de menos de 2,5% da população em risco de subnutrição, retomando a trajetória de combate à fome.

Meta foi alcançada antes do previsto

De acordo com o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, a saída do Mapa da Fome era prioridade do governo Lula. “Sair do Mapa da Fome era o objetivo primeiro do presidente Lula ao iniciar o seu mandato em janeiro de 2023. A meta era fazer isso até o fim de 2026. Mostramos que, com o Plano Brasil Sem Fome, muito trabalho duro e políticas públicas robustas, foi possível alcançar esse objetivo em apenas dois anos. Não há soberania sem justiça alimentar. E não há justiça social sem democracia”, afirmou o ministro.

Políticas públicas que transformaram a realidade

A conquista foi resultado de políticas como:
  • Plano Brasil Sem Fome
  • Bolsa Família (com critérios de permanência mais rígidos)
  • Programa de Aquisição de Alimentos (PAA)
  • Programa Cozinha Solidária
  • Pronaf (crédito para agricultura familiar)
  • Valorização do salário mínimo
  • Incentivo à qualificação profissional e ao emprego formal
  • Fortalecimento da alimentação escolar

Números que mostram a mudança

  • 24 milhões de brasileiros saíram da insegurança alimentar grave até o fim de 2023.
  • Pobreza extrema caiu para 4,4% em 2023, retirando quase 10 milhões de pessoas dessa condição desde 2021.
  • Em 2024, o desemprego chegou a 6,6%, menor índice desde 2012.
  • O rendimento domiciliar per capita bateu recorde: R$ 2.020.
  • O índice de Gini, que mede desigualdade, recuou para 0,506, o menor da série histórica.
Segundo dados do Caged, das 1,7 milhão de vagas formais abertas em 2024, 98,8% foram preenchidas por pessoas cadastradas no CadÚnico.

Aliança Global contra a Fome e a Pobreza

Outro destaque é a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, proposta pelo Brasil durante a presidência do G20 em 2024. A iniciativa já conta com mais de 100 países e tem como meta unir esforços internacionais para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) até 2030. “O exemplo brasileiro pode ser adaptado em muitos países ao redor do globo. No Brasil, sair do Mapa da Fome é só o começo. Queremos justiça alimentar, soberania e bem-estar para todos”, reforçou Wellington Dias.

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