Mapa mostra a rota de queda de Juliana Marins em vulcão na Indonésia

Imagens de vídeo inéditas do resgate a Juliana Marins: Helicóptero recua e não consegue chegar até a brasileira

Guia voluntário tenta acessar a brasileira com outros ajudantes. Vídeo mostra visibilidade preocupante. Veja as imagens

   

Condições climáticas complicam resgate de Juliana Marins no Monte Rinjani

O drama da brasileira Juliana Marins, de 27 anos, presa há quatro dias em um penhasco no Monte Rinjani, na Indonésia, ganhou um novo capítulo preocupante nesta terça-feira (24/06). Devido ao mau tempo e à densa neblina, o helicóptero de resgate não conseguiu chegar ao local onde Juliana está. A informação foi confirmada pela família da jovem, através de suas redes sociais, e também pelas autoridades locais durante uma coletiva de imprensa realizada pela manhã.

Helicópteros aguardam liberação para decolagem

Segundo os responsáveis pela operação, dois helicópteros estão de prontidão, um em Sumbawa e outro em Jacarta, mas aguardam liberação de espaço aéreo e melhora nas condições climáticas. A família de Juliana afirmou que há três planos de resgate em execução, mas todos esbarram nas dificuldades impostas pelo tempo ruim.

Localização de Juliana: entre 500 metros e quase 1 km de profundidade

Juliana foi localizada na manhã de segunda-feira (23), pelo horário de Brasília, a aproximadamente 500 metros abaixo do ponto inicial da queda, segundo informou o Escritório de Busca e Salvamento de Mataram (Basarnas). Ela foi vista graças a um drone com câmera térmica, mas permanece imóvel desde então. Equipes terrestres conseguiram descer 400 metros, mas os últimos relatórios apontam que ela estaria a cerca de 650 metros de distância, com suspeita de que tenha caído ainda mais fundo, possivelmente em uma fenda com quase 1 km de profundidade.

Operação conta com alpinistas experientes e uso de tecnologia

Para tentar chegar até Juliana, as equipes contam com alpinistas de elite que já estão a caminho do local da queda. Uma furadeira especial também está sendo preparada para facilitar a abertura de caminho nos trechos de rocha mais rígida. A visibilidade segue muito prejudicada, com o tempo instável e a constante presença de neblina densa, o que impede qualquer avanço por via aérea.

Família faz apelo e mantém esperança

Nas redes sociais, a irmã de Juliana, Mariana Marins, postou mensagens de agradecimento pelas orações e pela corrente positiva que vem sendo feita em apoio ao resgate. “A nossa expectativa aumenta a cada momento. Sabemos que o resgate está fazendo o possível e impossível. Vamos trazer a Juliana de volta”, disse Mariana.

Entenda o caso: como foi o acidente de Juliana no Monte Rinjani

Juliana fazia uma trilha rumo ao cume do Monte Rinjani, um dos picos mais altos e desafiadores da Indonésia, quando, por volta das 4h da manhã de sábado (21/06), horário local, sofreu o acidente. Ela caiu cerca de 300 metros, deslizou por mais 250 a 300 metros adicionais, e, segundo novas informações, pode ter caído ainda mais fundo em uma fenda vulcânica.

Buscas continuam

As operações de resgate seguem ativas, com o apoio da Agência Nacional de Busca e Salvamento da Indonésia (Basarnas), o Escritório de Busca e Salvamento de Mataram, além de equipes especializadas em montanhismo e resgates em áreas de difícil acesso. Novas atualizações são aguardadas nas próximas horas.

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