Criança com curativo no joelho, possivelmente após agressão.

GRAVE: Mãe denuncia agressão física a filho autista em escola municipal de Nova Friburgo

Socos, tapas e pontapés: família fez boletim de ocorrência e situação vira caso de polícia

Caso de agressão a aluno autista em Nova Friburgo levanta debate sobre inclusão escolar

Na última semana, um grave caso de suposta violência contra um aluno autista foi denunciado pela mãe de um meneino de  13 anos. Segundo ela, o filho foi agredido fisicamente por um professor dentro de uma escola municipal no bairro Olaria, em Nova Friburgo. A Secretaria de Educação não confirmou o caso. 

O que diz a mãe da vítima?

A mãe relatou ao portal EcoSerrano que seu filho, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), teria recebido socos, tapas e pontapés de um professor, no último dia 12 de junho. O boletim de ocorrência, ao qual o portal EcoSerrano teve acesso com exclusividade, já foi registrado, e o caso segue sob investigação. Ela também destaca que a escola não fornecia mediador de forma integral, como determina a legislação para alunos com TEA. Segundo ela, apenas após muita insistência o problema foi parcialmente resolvido. Ela disse ainda que foi até a Secretaria de Educação e relatou o ocorrido, mas que a sua percepção foi de não ter tido respaldo e nem apoio da gestão municipal. Por esta razão, a opção foi por oficializar a denúncia junto a 151ª DP, na presença de uma advogada.

Histórico de problemas: bullying e exclusão em outra escola municipal

O episódio de agressão não foi o primeiro problema enfrentado pela criança na rede municipal de ensino. Em 2023,  a mãe do menino foi alvo de bullying e discriminação na Escola Municipal Batista, também em Nova Friburgo. A mãe afirma que, na época, ouviu de uma diretora que “a escola não se adaptaria ao autismo do filho, e sim ele teria que se adaptar à escola“. Ela também relatou que o filho foi isolado de atividades coletivas, aumentando seu sofrimento emocional.

Secretaria de Educação ainda não se manifestou sobre o caso mais recente

O EcoSerrano procurou a secretária de Educação, Caroline Klein, pedindo esclarecimentos sobre a denúncia de agressão. Até o fechamento desta reportagem, não houve resposta oficial da Prefeitura ou da Secretaria de Educação. A gestora não confirmou os relatos da mãe e nem informou se está apurando a situação. Sobre o caso de 2023, a Secretaria afirmou que adotou medidas como processos seletivos para contratação de profissionais de apoio escolar, mas não comentou os relatos específicos de bullying.

O que diz a instituição?

A direção da Escola Municipal São José vem a público esclarecer uma situação ocorrida recentemente, envolvendo uma alegação de agressão a um de nossos estudantes com transtorno do espectro autista (TEA), supostamente cometida por um de nossos professores. Informamos que, tão logo tomamos conhecimento da denúncia, adotamos as providências cabíveis para a apuração dos fatos,com responsabilidade, transparência e respeito às partes envolvidas Reforçamos que somos uma escola inclusiva, pautada no respeito à diversidade, na valorização da convivência ética e no compromisso com o desenvolvimento pleno de todos os nossos estudantes. A integridade física e emocional dos nossos alunos é inegociável, e não compactuamos com nenhuma forma de violência ou desrespeito. Aproveitamos para manifestar nossa confiança no corpo docente da escola, reconhecendo o empenho diário dos profissionais que atuam com dedicação, especialmente no atendimento às necessidades educacionais específicas dos alunos com deficiência. Nos colocamos à disposição da família para o diálogo, que é sempre o melhor caminho para o fortalecimento das relações de confiança entre escola e comunidade. Atenciosamente… Equipe Diretiva.

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