Ciclista na praia em frente ao Pão de Açúcar no Rio de Janeiro ao pôr do sol.

Estes bairros sãos os mais caros do Rio de Janeiro e do Brasil

Lista atualizada mostra quatro bairros “intrusos” na lista. Você não vai acreditar os bairros que ocupam a 8ª, a 9ª e a 10ª posições

Bairros mais caros do Rio encarecem o comércio e desafiam donos de restaurantes

Uma nova pesquisa da FipeZAP, divulgada na última semana, revelou os bairros com os aluguéis comerciais mais caros do Rio de Janeiro em abril de 2025. Como esperado, o Leblon lidera o ranking, com valor médio de R$ 213,89 por metro quadrado — o mais alto do país. Na comparação direta, o Leblon cobra quase 2,5 vezes mais que o Itaim Bibi, bairro mais caro de São Paulo, com R$ 88,12/m². Na sequência carioca, aparecem Ipanema (R$ 123,41) e Botafogo (R$ 81,27).

Entenda a pressão dos aluguéis sobre bares e restaurantes

Segundo a pesquisa, o valor do aluguel comercial é hoje um dos principais desafios enfrentados pelos empresários do setor de gastronomia. Exemplo disso é o fechamento do restaurante Si-chou, em Ipanema, cujo custo mensal de aluguel e IPTU beirava R$ 70 mil. “Com um aluguel desses, o restaurante precisa faturar mais de R$ 1 milhão por mês”, explicou o chef Elia Schramm. Outro exemplo é o Boka, que fechou as portas após um ano por não conseguir negociar a locação de R$ 60 mil mensais.

Confira os 10 bairros mais caros para aluguel comercial no Rio

Posição Bairro Valor médio m² (R$)
1º Leblon 213,89
2º Ipanema 123,41
3º Botafogo 81,27
4º Barra da Tijuca 48,37
5º Recreio dos Bandeirantes 40,30
6º Tijuca 38,00
7º Copacabana 37,14
8º Campo Grande 35,05
9º Méier 27,04
10º Centro 18,20

Quando começou a escalada dos preços?

De acordo com Fernando Blower, presidente do SindRio, os aumentos mais significativos aconteceram após a pandemia: “A partir de 2022, os aluguéis foram reajustados com força, somando-se à alta dos alimentos e serviços como energia elétrica.”

E como fica o futuro do setor?

Para muitos empresários, a solução é buscar bairros com custos menores, como o Centro do Rio, onde há grande oferta de imóveis e condições mais flexíveis de negociação. Apesar disso, os aluguéis nas áreas mais nobres seguem em alta. Entre abril de 2024 e abril de 2025, Botafogo teve a maior alta percentual (+19,6%), seguido por Leblon (+15,4%). Em contrapartida, Ipanema teve leve queda de -5%.

O que fazer agora?

Se você é empreendedor e busca um ponto comercial no Rio, é importante considerar:
  • O custo por metro quadrado do bairro;
  • A margem de lucro do seu negócio;
  • A possibilidade de migração para regiões emergentes com custos menores;
  • E a negociação direta com proprietários.
A pesquisa FipeZAP serve como termômetro do mercado, mas cada negociação envolve variáveis específicas, como o estado do imóvel e reformas recentes. GRUPOS DE WHATSAPP DO ECOSERRANO:
 
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