População precisa ficar atenta às recomendações. Todas as cidades serão atingidas. Veja os detalhes do comunicado
A onda de calor que atingiu o Estado do Rio de Janeiro nos últimos dias perdeu força, mas os reflexos das temperaturas elevadas ainda persistem. Uma frente fria que avança do sul do país para o oceano Atlântico já começa a trazer mudanças no clima, ainda que de forma limitada.Após quase duas semanas de calor intenso e tempo seco, algumas cidades fluminenses poderão registrar pancadas isoladas de chuva. No entanto, os termômetros ainda seguirão elevados, com máximas acima dos 35ºC, mas sem atingir os 40ºC dos últimos dias. A frente fria, que permanece estacionária no oceano, próxima ao litoral de Santa Catarina e Paraná, contribuirá para aumentar a umidade em parte do Sudeste. Como resultado, há previsão de pancadas de chuva no estado de São Paulo e no Triângulo Mineiro, enquanto o Rio de Janeiro, Espírito Santo e grande parte de Minas Gerais seguirão com tempo estável e altas temperaturas.No Rio de Janeiro, as temperaturas ainda podem chegar a 37ºC, mas sem os extremos de calor registrados anteriormente. “O sistema não terá força suficiente para causar uma queda expressiva nas temperaturas, mas pode ajudar a reduzir o calor extremo em algumas regiões, principalmente na capital e no litoral”, explica o meteorologista Bruno Bainy, do Cepagri/Unicamp.A partir de quinta-feira (20), a capital fluminense deverá registrar máxima de 39ºC, um pequeno alívio em relação aos 42ºC observados recentemente. Em Nova Friburgo, na Região Serrana, a temperatura média deve cair de 38,3ºC para 32ºC, tornando o clima mais ameno para os moradores. Além disso, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) aponta que algumas áreas do estado poderão registrar pancadas isoladas de chuva, especialmente na Região Serrana e no Sul Fluminense.
Por que o calor persiste?
Mesmo com a influência do fenômeno La Niña, que normalmente traz temperaturas mais amenas e aumento das chuvas, seus efeitos estão enfraquecidos neste ano. Segundo o meteorologista César Soares, da Climatempo, isso ocorre porque o oceano Atlântico está até 5ºC mais quente do que o normal. Esse aquecimento cria um bloqueio atmosférico, impedindo a chegada de frentes frias e da umidade proveniente da Floresta Amazônica.“A temperatura do oceano na região costeira do Sudeste está muito acima da média. Mesmo com o La Niña, não temos um aporte significativo de umidade para formar nuvens e bloquear os raios solares. O resultado é um calor intenso e prolongado”, explica Soares.Esse bloqueio atmosférico deve continuar ao longo das próximas semanas, mantendo as temperaturas elevadas até pelo menos o fim do mês.
Cuidados para enfrentar o calor
Diante do calor intenso, especialistas reforçam a importância de adotar medidas preventivas para evitar problemas de saúde:
Hidratação: beba bastante água ao longo do dia;
Proteção solar: use protetor solar, óculos escuros e chapéus para evitar queimaduras;
Evite a exposição ao sol: entre 10h e 16h, quando a radiação ultravioleta é mais intensa;
Roupas leves e ambientes ventilados: prefira tecidos frescos e mantenha os espaços bem arejados.
A permanência do calor extremo reforça a importância de acompanhar as condições climáticas e os boletins meteorológicos. O impacto das mudanças climáticas torna essencial o monitoramento constante das temperaturas e dos padrões meteorológicos.