Terrorista queria matar Alexandre de Moraes diz ex-esposa

“Ele queria matar o Alexandre de Moraes”, diz ex-esposa de terrorista

Em depoimento a Polícia Federal, ex-companheira revelou que esteve com o terrorista em acampamentos golpistas e que ataque tem relação com 8 de janeiro de 2023

Em um depoimento que tem repercutido fortemente, a ex-mulher de Francisco Wanderley Luiz, o homem que morreu após detonar explosivos próximo ao Supremo Tribunal Federal (STF), revelou à Polícia Federal que o terrorista planejava atentados contra o ministro do STF, Alexandre de Moraes, e outras autoridades que estivessem próximas. O depoimento ainda trouxe à tona detalhes sobre o envolvimento de Francisco em acampamentos golpistas, após a derrota de Jair Bolsonaro nas eleições de 2022. De acordo com a ex-mulher, o ataque foi planejado com meses de antecedência e o homem realizou pesquisas na internet sobre como fabricar bombas e executar um atentado. O objetivo inicial, segundo ela, era provocar um atentado de grandes proporções, atingindo figuras-chave do governo federal. O incidente, que ocorreu na noite desta quarta-feira (13), começou com uma explosão em um carro no estacionamento entre o STF e o Anexo IV da Câmara dos Deputados, onde foram encontrados fogos de artifício e tijolos no porta-malas. O veículo pertence a Francisco Wanderley Luiz, que havia se mudado recentemente para uma casa alugada em Ceilândia, no Distrito Federal. Cerca de 20 segundos após a explosão do carro, o próprio Francisco cometeu o atentado fatal. Ele se dirigiu até a Praça dos Três Poderes, tentou entrar no prédio do STF e, em um ato desesperado, detonou um explosivo preso ao corpo. A explosão foi de tal magnitude que o homem morreu no local, sendo identificado como o proprietário do carro explosivo. O Boletim de Ocorrência da Polícia Civil revela que Francisco já havia manifestado, por meio de mensagens no WhatsApp, suas intenções de cometer o autoextermínio e os atentados. A Polícia Federal (PF) abriu inquérito para apurar as circunstâncias do atentado, que será conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes. Após o ocorrido, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com ministros do STF e com autoridades da PF, reforçando a segurança no Palácio do Planalto e nos arredores.

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