Fotos de Satélite da NASA mostram o corredor de fumaça que vai da Amazônia aos estados do Rio de Janeiro e São Paulo

Imagem da NASA mostra imagem assustadora de corredor de fumaça no Brasil

Fotos de fora da Terra mostram “caminho da fumaça da Amazônia até o Rio de Janeiro” e papel importante da Cordilheira dos Andes 

Imagens capturadas pela NASA a cerca de 1,6 mil de quilômetros da Terra, reveladas nesta segunda-feira (9), mostram a dimensão alarmante dos incêndios que assolam a América do Sul em 2024. A densa cortina de fumaça, que se estende sobre o Pantanal e a Amazônia, destaca a gravidade da situação, com o corredor de fumaça sendo contido pela Cordilheira dos Andes, que age como uma barreira natural. A fumaça, originada principalmente no Brasil e na Bolívia, desce ao longo do continente, criando uma visão dramática do impacto ambiental.
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A imagem, registrada em 3 de setembro, ilustra como a Cordilheira dos Andes impede a dispersão da fumaça para o oeste, mantendo-a concentrada sobre as áreas afetadas. A Bolívia, assim como o Brasil, enfrenta um dos anos mais intensos de incêndios desde 2010, em parte devido a uma seca prolongada que ressecou vastas paisagens, segundo comunicado da NASA.
Corrente de fumaça sai da Bolívia e Brasil e vai para interior do país além de invadir Cordilheira dos Andes
Corrente de fumaça sai da Bolívia e Brasil e vai para interior do país além de invadir Cordilheira dos Andes

Incêndios em Níveis Recordes

De acordo com a agência espacial europeia Copernicus, a temporada de incêndios, que normalmente se intensifica entre agosto e outubro, tem sido particularmente devastadora em 2024. As emissões de carbono resultantes dos incêndios na Bolívia e nos estados brasileiros do Amazonas e Mato Grosso do Sul já atingiram níveis recordes. As estimativas indicam que essas regiões emitiram 44, 22 e 13 milhões de toneladas métricas de carbono, respectivamente, até o momento, as maiores registradas nos últimos 21 anos. No Brasil, o Pantanal tem sido especialmente impactado. Até agora, cerca de 2,8 milhões de hectares de vegetação foram consumidos pelas chamas, o que representa aproximadamente 19% de todo o bioma. O dado alarmante foi fornecido pelo Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais (Lasa) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Situação Crítica na Bolívia e Brasil

O impacto da fumaça é sentido em toda a América do Sul, com as imagens revelando a trajetória da fumaça que atravessa fronteiras, contribuindo para a poluição atmosférica em diversas regiões. “No Brasil e na Bolívia, a atividade de incêndios atingiu níveis não vistos desde 2010, com uma seca prolongada ressecando paisagens em ambos os países”, afirmou a NASA. Com a vegetação extremamente seca, os incêndios têm se espalhado rapidamente, alimentados pelo clima árido e pela falta de chuvas significativas. O Pantanal, que abriga uma das maiores áreas úmidas tropicais do mundo e é conhecido por sua biodiversidade única, está entre as regiões mais afetadas. Além das perdas ambientais, as comunidades locais enfrentam desafios com a fumaça e a destruição de terras agrícolas e pastagens.

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