Acusações são de “inconsistências em pagamentos de salários, turmas lotadas, demissões humilhantes”, entre outras. Alunos teriam apoiado o ato. Veja na matéria todos os detalhes
Na noite da última quinta-feira, dia 14, professores e alunos da Estácio de Sá em Nova Friburgo realizaram uma manifestação na frente do campus da universidade, que atende milhares de estudantes de Nova Friburgo e região. A atividade foi organizada pelo Sindicato dos Professores de Nova Friburgo e Região – Sinpro, e contou com carro de som, faixa, e intensa panfletagem. De acordo com o Sinpro, o apoio dos alunos foi significativo.Um dos problemas cobrados na manifestação foi a inconsistência nos pagamentos de março. Segundo o Sinpro, diversos professores receberam em torno de apenas 20% do que regularmente recebem. “A empresa alega que não paga salários para todos entre o fim das férias e o início do ano letivo, mas sabemos que isso é irregular, pois o vínculo de trabalho continua ativo. Os alunos pagam 12 mensalidades, mas a Estácio na prática paga apenas 10 salários aos professores, que em Friburgo recebem uma das mais baixas remunerações entre os campi da empresa”, explica um professor e diretor sindical. O Sinpro também aponta problemas recorrentes como descontos indevidos em contra-cheques, como o caso de uma professora que é descontada por um plano de saúde que nunca contratou. Outra cobrança dos professores é em relação às turmas lotadas, o que dificulta o aprendizado para os alunos e as condições de trabalho para quem ensina. “O limite de alunos por turma, nas aulas presenciais ou on-line, é de 60 vagas. Mas a Estácio implanta diversas turmas acima do limite. Os alunos, sem saber dos seus direitos, acabam aceitando, apesar dos altos preços das mensalidades”, explicou o diretor sindical.O Sinpro também explica que a gestão local do campus se recusa a tratar dos problemas com a entidade, aumentando a tensão e a insatisfação dos professores. “Reclamamos com a direção do campus por demitir professores de forma humilhante por telefone, cobramos a questão dos salários, das turmas superlotadas, do não pagamento das de atividades extra-classe, do excesso de turmas on-line inclusive realizadas em outros campi e que tiram empregos de nossos professores, mas a direção ignora todas as questões. As manifestações e possivelmente os processos judiciais vão aumentar por esta falta de diálogo do diretor”, concluiu o professor.
O que diz a Universidade Estácio de Sá?
“A Universidade esclarece que tem o compromisso com a qualidade de ensino e com a valorização de seus professores. É importante destacar que os processos de remuneração dos colaboradores estão em conformidade com a legislação e as normas coletivas em vigor, sendo compatíveis com a alocação das disciplinas e carga horária de cada docente. A instituição reforça que possui o quadro docente titulado e adequado às necessidades dos cursos ofertados em cada semestre. Além disso, a instituição está à disposição dos professores e de toda comunidade acadêmica por meio dos seus canais de comunicação para o esclarecimento de quaisquer dúvidas.”A reprodução deste conteúdo em parte ou em sua totalidade, sem prévia autorização doEcoSerrano, pode acarretar em violação dos direitos autorais e resultar em uma ação judicial.