Friburguense é brutalmente agredida e mantida em cárcere privado

Violência aconteceu durante o Carnaval. Exame de corpo de delito apontou lesões provocadas por socos, chutes e golpes com cabo de vassoura. Veja na reportagem: os vídeos, os detalhes e como denunciar agressões deste tipo

Na última segunda-feira, 12, durante uma festa de Carnaval, a friburguense Debora Leal, que possui uma agência de marketing digital e é mãe de um menino, postou diversos vídeos em suas redes sociais após denunciar ter sido brutalmente agredida e mantida em cárcere privado pelo ex-companheiro, em Itaocara. Os episódios de agressão narrados por Débora são assustadores. Acompanhe abaixo o relato da vítima: “Estou repostando este vídeo porque o agressor, que está com meu celular, conseguiu invadir minha rede social e apagar! Na segunda-feira, eu e meu agressor fomos a uma festa de carnaval e logo no final da festa, ele começou com crises de ciúmes, deixando bem claro que em toda festa ele agia como um segurança meu. Nem ao banheiro eu podia ir com uma amiga, só na presença dele! Ele me puxou pelo braço na festa e me obrigou a ir embora com ele para nossa residência. Chegando em nossa residência, discutimos, pois eu já não aguentava mais sempre as mesmas brigas pelos problemas de ciúmes dele! Essa não foi a primeira agressão! Ele olhou para mim e disse que ia me trancar em casa para não ter que me bater, saiu de casa e me trancou! Isso é crime, cárcere privado! Eu, que já estava com tanta raiva dessa situação, comecei a quebrar garrafas de cerveja vazias que ficam na laje da casa, além de quebrar uma janela também e tentar pular o muro na tentativa de sair, mas sem sucesso porque a casa é no segundo andar. Depois de uma hora, o agressor chegou em casa e, quando viu sua janela quebrada, garrafas de cerveja e tudo revirado pela minha revolta, me arrastou pelo cabelo até a sala, onde me bateu com socos, chutes, tapas e eu implorando pelo amor de Deus para ele parar! Ele recuou e eu consegui correr para o quarto do meu filho. Assim que ia trancar a porta, ele deu um chute e aí meu dedo, como podem ver no vídeo, está ROXO, e continuou a me bater novamente. Eu consegui correr de novo e consegui trancar a porta do nosso quarto. Não satisfeito, ele chutou tanto a porta até abrir o meio dela e conseguiu entrar e me bater de novo! Eu implorei muito e ele parou, e foi em direção à saída da casa. Eu esperei um tempo e fui atrás na esperança de ele ter saído e deixado o portão aberto, mas não, ele saiu e me trancou novamente!!!! Então, meu desespero foi GRITAR e eu gritei demais até que ele e um vizinho ouviram e quando ele ouviu meus gritos, veio na minha direção, trancou o portão e pegou um cabo de vassoura. Ele me bateu na barriga, nas costas, na cabeça e tudo isso foi comprovado no meu corpo de delito! Quando o vizinho viu, pois o nosso portão da frente é vazado, ele pediu para que o agressor abrisse o portão, foi quando eu consegui correr e fui para a casa desse vizinho! Logo após isso, um amigo do agressor apareceu e, com a justificativa de que ia me levar para minha avó, eu pedi a ele para me levar para qualquer outro lugar, menos para lá, pois minha avó me vendo nesse estado, com apenas 70 anos, não sei o que aconteceria. Mas como o agressor mandou ele levar a minha avó, ele não poderia descumprir a ordem do amigo. Mas eu consegui enganá-lo e ele me deixou com a minha tia no mesmo bairro! Assim que cheguei na minha tia, pedi que fôssemos à delegacia. Chegando lá, estava trancada. Como nunca passei por nenhum problema parecido, não sabia que tinha uma campainha para avisar que estavam lá dentro. Um conselho poderiam sinalizar a campainha, não tinha nada explicando que se você tocasse uma campainha que parecia uma luz do lado de fora, você seria atendida! Mas tirando esse fato, no outro dia fui à delegacia e fui muito bem atendida, eles foram atenciosos demais comigo em todos os momentos, do processo ao corpo de delito e também na segunda vez e no WhatsApp para tirar dúvidas! E não só contente em apagar o vídeo da agressão, ele também apagou meu vídeo pedindo ajuda para que eu recuperasse minha ferramenta de trabalho! Não só minha ferramenta mas a minha mudança também, já que ele continua em posse dos meus cartões de crédito, contas bancárias e celular! Além de ser agredida, fui diversas vezes coagida pela família dele a não dar queixa, mas eu não aguentei calada novamente! E isso fica um alerta para nenhuma de vocês ficarem! O agressor não muda, da primeira vez, ele agrediu uma familiar dele e eu defendi e levei soco e até meu dente ele quebrou! Me implorou para perdoar e disse que era culpa da bebida, eu, como idiota e que tento ver o melhor das pessoas, acreditei! Mas ele foi voltando gradativamente para o monstro que fez isso comigo e que arrependimento de não ter ido embora da primeira vez! Agressores não mudam, eles só pioram, até te matarem!” Veja os relatos completos através destes links: https://www.instagram.com/p/C3XfjIcMNR6/ https://www.instagram.com/p/C3XhLkrMCsR/

Vakinha online

A vítima alegou que o agressor ficou com todos seus pertences, além de cartões de crédito, débito, entre outros. Por isso, ela fez uma vakinha online para receber doações a fim de buscar ajuda para retirar suas coisas da casa do acusado, entre outros gastos. Após muitas doações, fruto da solidariedade de familiares e amigos, Debora conseguiu arrecadar uma quantia necessária para a emergência. No momento, as doações foram encerradas. Na última quinta-feira, 15, Debora publicou uma foto agradecendo a Polícia de Itaocara pelo suporte dado, além das doações recebidas. Ela disse ainda que conseguiu retirar seus pertences da casa do agressor e recuperar objetos pessoais como o celular. Não há informações se o agressor está preso ou se há mandado contra ele. Também não foi divulgada a identidade do acusado.

Formas de denunciar violência contra a mulher

Telefone

Quando há risco imediato, mesmo que a vítima silencie ou se oponha à denúncia, a polícia deve ser acionada e o socorro é obrigatório. A ligação deve ser feita pelo 190 por qualquer pessoa que presencie a agressão. Para os casos não emergenciais, ou seja, não está havendo uma briga no momento, mas você sabe de uma situação violenta ou vive um relacionamento abusivo, pode ligar para o 180, e registrar uma denúncia (que pode ser anônima), ou para o Disque 100.

Presencialmente

Deam-NF: Av. Pres. Costa e Silva, 1051 – Centro (Anexo a 151ª DP) / Na falta de uma Delegacia Especializada no município, a vítima pode ir a qualquer sede policial. Telefone: (22) 2533-1967 *Os aplicativos de carona Uber e 99 oferece gratuidade na corrida para os casos em que a vítima vai até a delegacia para denunciar a violência

Internet

  • O aplicativo Maria da Penha: baixe o app no seu celular. O app permite a vítima ou a testemunha fazer a denúncia.

Ouvidoria da Mulher

Ligue 127 Ramal 2: Ligação gratuita dentro do Estado do Rio de Janeiro) ou 21- 3883-4600, de todas as localidades, atendimento de segunda à sexta-feira, em dias úteis, das 8 às 20h. Formulário eletrônico em http://www.mprj.mp.br/comunicacao/ouvidoria/formulario, todos os dias, 24h. WhatsApp: somente mensagens de texto através do 21- 99366-3100, atendimento em dias úteis, de segunda à sexta-feira das 10 às 18h. Presencial: Atendimento pessoal prioritário de segunda à sexta-feira, em dias úteis, de 9 às 17h na sala da Ouvidoria da Mulher, anexo à Ouvidoria Geral, na sede do MPRJ, localizada na Avenida Marechal Câmara, nº 370, subsolo, centro, Rio de Janeiro-RJ. A reprodução deste conteúdo em parte ou em sua totalidade, sem prévia autorização do EcoSerrano, pode acarretar em violação dos direitos autorais e resultar em uma ação judicial.

Redes Sociais do EcoSerrano

Telegram Grupo de Whatsapp 3 Grupo de Whatsapp 2    Grupo de Whatsapp 1   Instagram: @ecoserrano Facebook: @ecoserranoo Twitter: @serrano_eco Youtube: EcoSerrano
Back To Top