Ministério Público do Rio de Janeiro confirma que iniciou investigação sobre a denúncia feita por vereadora
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro confirmou a denúncia em que há suspeita da prática de bullying a uma criança negra de três anos por meio da diretora e de seis auxiliares do CMEI Professora Leda Tavares Moreira. O caso foi denunciado pela vereadora Priscilla Pitta. O MPRJ destacou ainda que iniciou uma investigação para apurar o caso, através da Promotoria de Justiça da Infância e da Juventude de Nova Friburgo. “Dada a tutela de direitos individuais indisponíveis de criança em situação de risco, a investigação tramita em sigilo”, informou a promotora de Justiça, Denise de Mattos Martinez Geraci.A Prefeitura de Nova Friburgo informou, por meio de uma publicação do Diário Oficial da última segunda-feira, 28, que afastou por 30 dias as sete servidoras envolvidas na denúncia. Ainda na última segunda-feira, o Prefeito Johnny Maycon, falou sobre o caso e manifestou repúdio sobre a situação.“Primeiramente, destacamos o total repúdio aos fatos envolvendo o estudante da rede pública municipal de educação e nos solidarizamos com a criança e familiares, colocando-nos à disposição para prestar todo e qualquer apoio e suporte que forem necessários. A dignidade da criança e do adolescente é prioridade da atual gestão, que não medirá esforço para que tudo seja apurado. Ressalta-se que servidores que praticaram atos semelhantes a este caso, ainda que concursados, foram demitidos por justa causa ao término dos processos de apuração, com respeito à ampla defesa e contraditório. A Administração Pública municipal, ciente da gravidade dos fatos, abriu processo administrativo disciplinar para apuração do ocorrido e, de ofício, determinamos, no dia 22 de agosto de 2023, o afastamento cautelar das servidoras envolvidas, a fim de evitar novas condutas de igual natureza, bem como a interferência no processo apuratório. Na mesma decisão, determinamos a remessa de cópia integral dos autos ao Ministério Público para as apurações cabíveis na esfera criminal e da infância e juventude”, postou o prefeito.
Entenda o caso
Segundo a denúncia, uma criança de três anos, negras, acima do peso e com problemas para desenvolver a fala seria alvo constante de deboches e ironias, por parte das auxiliares e da diretora.O auge da situação teria sido uma suposta aposta entre a diretora da unidade e seis auxiliares sobre o peso da criança. Teria sido questionado, então, “quantas arrobas” a criança pesaria. Cada uma das envolvidas teria apostado R$ 10.De acordo com a denúncia de Priscilla Pitta, a própria diretora teria ido a sala de aula, na parte da tarde, conduzido a criança até a cozinha da escola e teria obrigado a vítima a se pesar na balança. Neste momento, a criança teria se recusado a se pesar e teria começado a chorar. Ainda assim, a diretora e auxiliares teriam insistido.
Espaço aberto
Após a veiculação da primeira reportagem sobre o caso, alguns leitores enviaram mensagens manifestando apoio em defesa das envolvidas. Segundo as informações trazidas pelos leitores, a situação foi tirada de contexto e que o caso não teria acontecido da forma como divulgado.O EcoSerrano, então, por meio de uma fonte que tem ligações com as envolvidas, deixou o espaço do site aberto para que cada uma das servidoras acusadas pudesse se manifestar. Até o momento, o portal não recebeu nenhuma comunicação. O espaço permanece aberto.A reprodução deste conteúdo em parte ou em sua totalidade, sem prévia autorização doEcoSerrano, pode acarretar em violação dos direitos autorais e resultar em uma ação judicial.Redes Sociais do EcoSerranoTelegramGrupo de Whatsapp 3Grupo de Whatsapp 2Grupo de Whatsapp 1 Instagram: @ecoserranoFacebook: @ecoserranooTwitter: @serrano_ecoYoutube: EcoSerrano