“Aqui, não” e “Não é o MST que destrói propriedades e queima lavouras?” teria comentado Serginho no Instagram. Vice ainda teria se incomodado da parlamentar não avisar o Executivo da visita
No último sábado, 12, em Lumiar, durante a prestação de contas da deputada estadual Marina do MST (PT), um grupo de bolsonaristas, que teria sido influenciado por um vereador local (veja a reportagem aqui), atacou a deputada e sua comitiva. O encontro para discutir propostas para o setor agrícola, bem como a apresentação da atividade parlamentar, precisou ser interrompido, após os bolsonaristas tentarem agredir Marina, jogarem cerveja, xingá-la, e empurrá-la.Chamou atenção que o prefeito Johnny Maycon não se manifestou até o momento em solidariedade a parlamentar. Mesmo diante de partidos e ideais opostos, o silêncio do prefeito teria sido um choque até entre seus apoiadores.Quem não teria ficado em silêncio seria o vice-prefeito, Serginho. Ainda no sábado, o vice teria comentado em uma página do Instagram algo que manifestasse, não solidariedade a Marina, mas que sugeriu apoio ao grupo bolsonarista. Em um primeiro momento, Serginho teria comentado “Aqui, não”. O comentário deu a entender apoio às atitudes violentas contra a deputada e causou indignação de algumas pessoas. No entanto, este comentário, ao que tudo indica, foi apagado.Ainda na postagem, Serginho teria respondido a uma usuária da rede que questionou a sua postura diante dos ataques. Nesta resposta teria ficado ainda mais evidente o seu apoio ao grupo que cometeu a violência sofrida por Marina do MST.“Mas não é o MST que destrói propriedades, queima lavouras, agredindo agricultores? Sou totalmente contra a violência, porém nem sequer comunicar ao gabinete que estaria visitando a cidade a parlamentar o fez. Como se entra se entra no município de alguém sem ao menos avisar o administrador da mesma? E já que falou em autoridade , tenha mais educação ao chamar essa autoridade de cambada.”, escreveu Serginho em resposta a uma crítica.O EcoSerrano consultou uma equipe jurídica. Em termos estritamente legais e formais, um deputado não precisa da aprovação e nem comunicar um o vice-prefeito para visitar uma cidade, uma vez que os deputados têm autonomia para exercer suas funções e interagir com seus constituintes em todo o território que representam.Antes mesmo da agenda em Lumiar, Marina denunciou ter recebido ameaças e tentativas de intimidação de bolsonaristas e empresários da região. A deputada acionou as polícias Militar e Civil da cidade e também comunicou o Ministério Público das ameaças sofridas.A reprodução deste conteúdo em parte ou em sua totalidade, sem prévia autorização doEcoSerrano, pode acarretar em violação dos direitos autorais e resultar em uma ação judicial.Redes Sociais do EcoSerranoTelegramGrupo de Whatsapp 3Grupo de Whatsapp 2Grupo de Whatsapp 1 Instagram: @ecoserranoFacebook: @ecoserranooTwitter: @serrano_ecoYoutube: EcoSerrano