Caravana de Nova Friburgo esteve no ato. “O que o governador fez foi mais ou menos o que o Prefeito de Nova Friburgo fez: Covardia”, disse Cláudio Damião
Milhares de professores e funcionários administrativos das escolas estaduais do Rio de Janeiro protestaram na última quinta-feira, 18, em passeata do Largo do Machado até o Palácio Guanabara. Antes, a categoria realizou rápida assembleia aberta, também no Largo do Machado, em que decidiu, massivamente, pela continuação da greve, iniciada no dia anterior. Uma caravana com profissionais da Educação de Nova Friburgo esteve presente no ato.A Coordenação Geral do Sepe se reuniu com a Secretaria Estadual de Educação (Seeduc). A audiência teve a presença da secretária Roberta Barreto, mas não recebeu nenhuma contraproposta sobre o pagamento do piso salarial aos professores e funcionários. Além disso, o Sepe foi informado de que a PGE ainda está fazendo estudos da viabilidade do pagamento da própria proposta do governo.“A greve está forte em todo o estado e o Sepe avalia em até 80% o índice de paralisação da categoria. Várias escolas estão com 100% de adesão”, informou o sindicato em seu site. A próxima assembleia da categoria será na terça-feira, 23, às 14h, no Circo Voador (Lapa).
Principais reivindicações:
1) Implementação do Piso Nacional nas carreiras dos profissionais da educação (professores e funcionários); portanto, no salário base e não como abono, como anunciou o governo;2) Defesa do plano de carreira – não aceitaremos que o governo descumpra o plano;3) Pela revogação do novo ensino médio (NEM);4) Reivindicamos, urgentemente, um projeto de combate à violência nas escolas.Após a passeata, a categoria fez um ato em frente ao Palácio Guanabara, com milhares de professores e funcionários. O ato terminou pouco antes de 18h, sem o governo receber o Sepe.A manifestação desta quinta-feira (18) teve a presença de caravanas de municípios de todo o estado. Além de Nova Friburgo, estiveram presentes profissionais da educação dos seguintes municípios: Teresópolis, Região dos Lagos, Itaguaí, Meriti, São Gonçalo, Petrópolis, Niterói, Maricá, Belford Roxo, Campos, todas as regionais da capital, Volta Redonda, Nova Iguaçu, Itaboraí, Paracambi, Mesquita, Maricá, Piraí, Três Rios, Paraíba do Sul, Areal, Levy Gasparian, Sapucaia, Duque de Caxias, Cachoeiras de Macacu, Santo Antônio de Pádua, Itaocara, Tanguá, Rio Bonito, Valença, Porciúncula, Macaé, Mendes, Vassouras, região de Angra dos Reis, Seropédica, Queimados, Rio das Ostras e Casemiro de Abreu.
“Covardia”
“Todos nós precisamos ter a compreensão da importância dos profissionais que trabalham na educação. O que o governador fez é uma covardia para esses trabalhadores, mais ou menos como fez o Prefeito de Nova Friburgo que elevou o salário ao mínimo, ao piso e trouxe aos que já estão trabalhando com salário pouco acima do piso um prejuízo. Isso acaba com o plano de cargos e salários”, disse Cláudio Damião durante o programa Momento Cidade, na Rádio Comunidade.O ex-vereador é membro do Conselho Municipal de Educação e fez alusão ao fato do Prefeito Johnny Maycon ter equiparado o salário dos servidores públicos que ganhavam menos que o mínimo até 2021, mas tinham seu salário complementado. Ao aumentar o salário desses funcionários, além de outras categorias, ao mínimo exigido, servidores que já recebiam valores acima não teriam tido a mesma valorização. Esta é uma das reivindicações do SEPE, após Cláudio Castro anunciar o pagamento do piso, mas sem levar em consideração o aumento total para a categoria da Educação.