Professores continuam cobrança por reajuste salarial e plano de cargos e carreira

“Não são reivindicações, são necessidades”, afirmou líder do sindicato

Na última sexta-feira, 15, dois membros do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), penduraram faixas em frente a prefeitura em protesto pelo não cumprimento do pagamento do reajuste salarial da categoria, de cerca de 33% e pela apresentação do plano de cargos e salários. Direcionado ao prefeito Johnny Maycon, o protesto pacífico e silencioso pede a retomada da discussão das melhorias para a categoria. “Não são reivindicações, são necessidades”, afirmou o professor Rômulo Figueira, que também é o atual presidente do Sepe. De acordo com o professor, o Plano de Cargos e Salários é lei e é o principal instrumento para garantia de direitos e valorização dos profissionais. “O município de Nova Friburgo não tem esse plano de carreiras”, disse Rômulo. Segundo o presidente do Sepe, em 2018 foi montado um grupo de trabalho, através de uma comissão mista composta por professores, membros do sindicato e da prefeitura para elaborar este plano. “Desde então ele está engavetado. Uma empresa chegou a ser contratada para elaborar um estudo do impacto deste plano, mas nada avançou. Não obtivemos acesso a esse estudo e nem à empresa. Inclusive, acreditamos que isso tenha onerado o município, mas também não sabemos quanto”, questionou Rômulo. O professor relata que a Prefeitura ofereceu aos professores aderirem a um plano de carreiras unificado, que englobava todos os servidores do município. “O sindicato considera isso institucional porque esse plano não leva em conta as particularidades de cada categoria que não são da Educação”. De acordo com o professor, a minuta do plano de carreiras foi aprovada pela Câmara Municipal em 2018 e, na ocasião, só faltou o então prefeito Renato Bravo assinar. “Estamos nessa situação até hoje. Queremos nosso plano de carreiras”, pediu.

Reajuste

O reajuste é uma readequação do piso nacional do magistério. “A associação de prefeitos do estado disse que pagar esse reajuste não seria possível, mas sabemos que isso é balela. Com relação a Nova Friburgo, sabemos que os recursos existem, apesar do prefeito alegar que pagar o valor iria furar o teto fiscal de gastos do município”. O EcoSerrano entrou em contato com a Prefeitura e pediu um posicionamento do município, mas até o fechamento desta reportagem, não obteve retorno.
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