Visitantes experimentam jogos no estande da Nintendo na Brasil Game Show.

Uma viagem da Serra ao universo do edutretenimento na BGS 2026

Em relato de sua visita ao evento, Igor Arnaldo compartilha encontros, experiências com games e observações sobre acessibilidade e educação

Por Igor Arnaldo

SÃO PAULO / NOVA FRIBURGO: A Brasil Game Show (BGS) 2026 reacendeu com brilho total a paixão pela cultura gamer, tecnologia e inovação. A convite da organização da BGS, após alinhamentos sobre o impacto do edutretenimento no cenário nacional, tive o privilégio de representar a Universidade Federal Fluminense (UFF) e a nossa amada Região Serrana no dia 9 de outubro, data de abertura oficial dedicada exclusivamente à imprensa, influenciadores e credenciados VIP.

O resultado? Uma experiência inesquecível, inclusiva e vibrante, que consolida de vez o maior evento de games da América Latina como um centro de convergência cultural e acadêmica.

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Um início épico: encontro com a voz da infância de gerações

O dia de imprensa começou em ritmo acelerado. Com o pavilhão do Distrito Anhembi sem as multidões dos dias abertos ao público, foi possível vivenciar o evento com uma qualidade de imersão impecável. Os lounges de grandes marcas globais, como Team Liquid, Monster Energy e Visa, ofereceram estruturas de ponta para a criação de conteúdo e networking, permitindo um contato próximo e humano entre criadores, imprensa e a comunidade.

O ponto alto da minha recepção foi o privilégio de ser acolhido por um dos grandes anfitriões do evento: o lendário dublador Marco Ribeiro. Ícone da dublagem brasileira, voz inesquecível de personagens marcantes do cinema e dos games, Marco esbanjou simpatia. Tive a honra não apenas de bater um papo enriquecedor sobre o papel da interpretação e da voz no ecossistema do edutretenimento, mas também de entrevistá-lo e registrar esse momento singular em foto.

Painéis dedicados à dublagem nacional foram um show à parte, celebrando o talento de profissionais que dão alma aos nossos jogos favoritos e aproximando a arte dramática do público jovem.

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Inclusão na prática: um exemplo rigoroso de acessibilidade

Como pesquisador, meu olhar sobre grandes eventos vai além do entretenimento; avalia a capacidade de acolher a todos. E preciso registrar um elogio entusiasmado à organização da BGS 2026 no quesito acessibilidade.

Todas as palestras e painéis a que assisti contavam com tradução simultânea em Libras (Língua Brasileira de Sinais), garantindo acesso pleno ao conhecimento transmitido no BGS Talks. Além disso, a estrutura física deu um salto qualitativo exemplar: rampas de acesso perfeitamente projetadas, circulação em chão baixo sem barreiras arquitetônicas e balcões adaptados permitiram que visitantes com mobilidade reduzida ou deficiência desfrutassem de todas as atrações com dignidade e autonomia. A BGS provou que o futuro do entretenimento precisa ser, obrigatoriamente, inclusivo.

Dois participantes posam juntos no pavilhão da Brasil Game Show.
Igor Arnaldo, (direita): Encontros e troca de experiências marcaram a visita à Brasil Game Show 2026, no Distrito Anhembi, em São Paulo.

Lançamentos globais e a força do conteúdo educativo

Na esteira dos games, a feira impressionou ao trazer 18 títulos jogáveis antes de seus lançamentos oficiais no mercado. Tive a oportunidade de testar em primeira mão verdadeiras joias da indústria:

  • Grandes blockbusters: a adrenalina de Call of Duty: Modern Warfare 4 (Activision) e a maestria narrativa de Final Fantasy VII Revelation e Final Fantasy Resonance (Square Enix).
  • A força da SEGA: demos eletrizantes de Alien: Isolation 2, Crazy Taxi: World Tour, Persona 4 Revival e o misterioso Stranger than Heaven.
  • Cena indie: o brilho criativo do espaço da Devolver Digital, recheado de mecânicas inovadoras.

Para além dos consoles, o evento brilhou na sua vocação formativa. Os espaços dedicados ao segmento B2B, a arena de eSports — com as finais de tirar o fôlego do MARVEL Tōkon: Fighting Souls pela PlayStation Tournaments — e os espaços educacionais do Senac e da Fecap mostraram a força da indústria de jogos como vetor de carreira, pesquisa e inovação tecnológica.

Para fechar com chave de ouro, a presença internacional de lendas da indústria como Al Hope (Alien: Isolation 2), Kenji Kanno (Crazy Taxi) e o espetáculo emocionante de Shota Nakama com a Video Game Orchestra na Arena Monster Energy transformaram o pavilhão em um caldeirão de pura celebração artística.

Agradecimento e expectativa para o amanhã

Volto para a UFF e para Nova Friburgo com a bagagem repleta de insights, contatos promissores e a certeza de que o edutretenimento vive seu momento mais maduro no Brasil.

Gostaria de expressar meus mais sinceros agradecimentos à comissão organizadora da Brasil Game Show pelo convite e pela impecável recepção no dia 9 de outubro. Parabéns a toda a equipe por entregar uma edição histórica, acessível e inspiradora.

Que venha a BGS 2027! A Serra Fluminense continuará acompanhando e apoiando de perto a evolução desse universo fascinante!

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