Vídeo mostra rachaduras no barranco junto à ponte provisória de Conselheiro Paulino

Prefeito admite atraso em obra da Ponte de Conselheiro e Câmara cobra solução

Requerimento foi aprovado e enviado ao Governo do Estado para acelerar as providências. Obras foram paralisadas e estrutura ameaça cair

Requerimento de Isaque Demani foi aprovado por unanimidade; EcoSerrano já havia registrado rachaduras, erosão e cratera junto à passagem provisória.

A construção da ponte definitiva de Conselheiro Paulino, em Nova Friburgo, voltou a ficar paralisada, prolongando os transtornos para moradores e comerciantes e a dependência de uma passagem provisória que já apresentou rachaduras no terreno, erosão e abertura de uma cratera junto ao acesso. A Câmara Municipal aprovou por unanimidade um requerimento do vereador Isaque Demani, cobrando providências do Governo do Estado para a retomada dos trabalhos.

No documento, Demani afirma que a empresa contratada pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) demitiu funcionários e abandonou o canteiro. A cobrança se soma às preocupações com a segurança da estrutura temporária da Rua Clarindo da Rosa Teixeira, cujos problemas foram registrados pelo Portal EcoSerrano em setembro.

A obra definitiva já havia perdido o prazo de entrega divulgado para janeiro de 2026. Com a nova interrupção, permanece sem uma data de conclusão apresentada nas informações reunidas para esta reportagem.

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Requerimento cobra providências para retomar a construção

O documento encaminhado ao EcoSerrano está identificado como Requerimento nº 002/2026, do gabinete de Isaque Demani. O texto é datado de 21 de setembro, e a assinatura digital registra 28 de setembro de 2026.

A solicitação pede o encaminhamento ao governador em exercício de um manifesto aprovado pelos vereadores, com cobrança das medidas necessárias à retomada da construção.

Na justificativa, Demani afirma que a população enfrenta transtornos há mais de um ano e critica os efeitos da interrupção sobre os comerciantes. A informação sobre demissões e abandono do canteiro é uma afirmação do parlamentar no requerimento; o documento não apresenta uma manifestação da empresa executora.

A aprovação unânime transforma a cobrança em uma manifestação da Câmara, mas não representa, por si só, uma ordem de retomada nem a definição de um novo cronograma.

Atrasos nos pagamentos são apontados como motivo da nova interrupção

Segundo os esclarecimentos encaminhados ao Portal, cobranças ao Inea e comunicações ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) já haviam sido feitas desde maio. Após essa movimentação, os trabalhos chegaram a ser retomados, embora em ritmo descrito como lento.

O mesmo relato informa que, diante da nova paralisação, o Inea apontou atrasos nos pagamentos à empresa executora como motivo da interrupção.

Não foram apresentados os valores pendentes, o período a que os pagamentos se referem ou uma previsão de regularização. Assim, a explicação financeira permanece atribuída ao relato sobre o posicionamento do instituto, sem permitir detalhar a situação contratual.

Também houve cobrança na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro: uma indicação do deputado estadual André Corrêa solicita ao Executivo providências para retomar a construção.

EcoSerrano registrou rachaduras e cratera em setembro

Em 10 de setembro, o EcoSerrano publicou uma reportagem sobre uma filmagem de César Bezerra, que mostrou rachaduras no barranco junto à ponte provisória após períodos de chuva. As aberturas estavam próximas da passagem utilizada por moradores e motoristas.

Uma semana depois, em 17 de setembro, novos registros mostraram parte do asfalto cedendo em uma das extremidades e uma cratera junto à lateral da pista. Os tapumes apareciam sem sustentação na parte inferior, e havia indícios de movimentação de terra sob o acesso.

A cobertura também apontou desgaste aparente nas estruturas de madeira. Esses registros documentaram problemas visíveis, mas não substituem uma avaliação de engenharia sobre a estabilidade da ponte ou a possibilidade de colapso.

A distinção é fundamental: a erosão e os danos no entorno justificam acompanhamento e medidas preventivas, enquanto a extensão do comprometimento da passagem precisa ser determinada por profissionais habilitados.

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Inspeção foi solicitada, mas conclusões do relatório não foram apresentadas

Os esclarecimentos encaminhados ao Portal informam que foi solicitada uma inspeção da Defesa Civil e do corpo técnico da Prefeitura, abrangendo a ponte provisória e seu entorno.

Segundo o relato, os apontamentos do relatório produzido e os ofícios com as preocupações sobre o local foram enviados ao Inea e novamente ao Ministério Público.

Entretanto, a íntegra desse relatório não integra os documentos apresentados nesta atualização. Por isso, não é possível informar quais danos foram constatados pela equipe técnica, quais intervenções foram recomendadas ou se houve determinação de restrição de uso.

Os documentos disponíveis também não permitem afirmar que a passagem esteja atualmente interditada ou que tenha recebido uma declaração técnica de segurança.

Prazo perdido prolonga dependência da passagem temporária

A cobertura anterior do EcoSerrano informou que a ponte provisória foi liberada para veículos leves em julho, como alternativa durante a substituição da estrutura antiga.

Os trabalhos da ponte definitiva começaram em 2025, com entrega inicialmente prevista para janeiro deste ano. O descumprimento do cronograma prolongou o uso de uma solução temporária e os transtornos relatados por quem depende do acesso.

A nova cobrança reúne duas necessidades: a retomada da construção definitiva e o esclarecimento das condições de segurança da passagem provisória. A regularização dos pagamentos, o cronograma de execução e as providências indicadas pela inspeção são pontos ainda sem detalhamento nas informações apresentadas.

Quem perceber novas rachaduras, aumento dos buracos, movimentação de terra ou alterações na passagem deve evitar se aproximar das áreas danificadas e comunicar a Defesa Civil.

Telefones úteis:

  • Defesa Civil: 199.
  • Corpo de Bombeiros: 193, em situações de emergência.

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