Grupo de pessoas, incluindo agentes uniformizados, posa diante de um coreto azul em uma praça.

Praça Seca: plano de recuperação territorial por forças de segurança está próximo

Medida anunciada prevê um novo batalhão em Jacarepaguá e presença policial contínua

A Praça Seca, em Jacarepaguá, na Zona Sudoeste da cidade do Rio de Janeiro, foi apontada como a primeira área da capital a receber uma ação de retomada territorial dentro de um plano de segurança apresentado para uma eventual gestão estadual a partir de 2027. A proposta prevê presença policial contínua e a construção de um novo batalhão da Polícia Militar na região.

O anúncio responde à situação de uma área afetada por disputas entre grupos ligados ao tráfico de drogas e à milícia. Para quem vive ou circula pela Praça Seca, a questão central é se uma futura intervenção conseguiria reduzir a atuação desses grupos e manter os serviços públicos presentes depois das operações policiais.

Por enquanto, não há operação marcada, obra iniciada nem prazo definido para a instalação do batalhão. A execução do plano depende do resultado das eleições e de decisões administrativas posteriores.

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Novo batalhão é previsto para Jacarepaguá

Pelo desenho anunciado, uma nova unidade da Polícia Militar seria construída em Jacarepaguá para reforçar o efetivo destinado à Praça Seca. A intenção é manter a atuação policial no território e permitir que agentes do 18º BPM, que atende a região, também ampliem o patrulhamento de outras áreas da Zona Sudoeste.

Rio das Pedras, Muzema e Gardênia Azul foram citadas entre as localidades que poderiam receber esse reforço. A proposta, contudo, ainda não informa onde ficaria o novo batalhão, quantos policiais seriam destinados à unidade, qual seria o custo da construção ou como ocorreria a redistribuição do efetivo.

Esses detalhes são decisivos para avaliar o alcance da medida. Construir uma unidade policial e anunciar uma ocupação são etapas diferentes de garantir segurança duradoura para moradores, comerciantes e pessoas que precisam atravessar a região todos os dias.

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Praça Seca seria a primeira área da capital; Salgueiro é citado para o estado

Há uma diferença entre as prioridades anunciadas para a cidade do Rio e para o estado. A Praça Seca foi apresentada como o primeiro território da capital a ser contemplado pelo plano. Já o Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, foi apontado como possível ponto inicial da estratégia em âmbito estadual.

Para o Salgueiro, a proposta menciona uma base do Batalhão de Operações Policiais Especiais, o Bope, associada à presença permanente das forças de segurança e à oferta de serviços públicos, infraestrutura e projetos sociais. A instalação dessa base também permanece no campo do planejamento anunciado.

No caso da Praça Seca, o objetivo declarado é impedir que grupos criminosos continuem impondo regras aos moradores. A proposta fala em entrar no território e manter a presença do Estado, mas ainda não apresenta um cronograma público de execução nem detalha as medidas de proteção à população durante uma eventual ação.

O que ainda precisa ser definido

Além do novo batalhão, foram mencionadas medidas mais amplas de integração entre forças de segurança, uso de inteligência, câmeras e barreiras digitais. Não está definido, porém, quais dessas iniciativas seriam aplicadas especificamente na Praça Seca nem como elas se combinariam com serviços públicos permanentes no bairro.

O estado já possui discussões e iniciativas de reocupação territorial. Em setembro de 2026, o Ministério da Justiça e o governo fluminense anunciaram acordos de cooperação nessa área, enquanto o Ministério Público Federal informou que acompanha o debate sobre a política estadual. O plano apresentado para a Praça Seca não deve ser confundido com uma operação já aprovada ou em andamento. Ministério da Justiça e Segurança Pública

Para os moradores, os próximos marcos concretos serão a definição formal do projeto, dos recursos, do efetivo e da forma como a atuação policial seria mantida. Até lá, a Praça Seca segue como prioridade anunciada em um plano para 2027, sem garantia de que a retomada ocorrerá ou de quando poderia começar.

Telefone útil: Polícia Militar — 190, em situações de emergência.

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