Funcionários trabalhando em fábrica de vestuário, com máquinas e bobinas de fios.

Trabalhadores Nova Friburgo conquistam importante reajuste salarial

Pagamentos retroativos serão quitados em duas parcelas; em outra frente, trabalhadores tiveram aumento do piso salarial e ticket 

Cerca de 800 trabalhadores da indústria de fiação e tecelagem de Nova Friburgo terão reajuste salarial de 4,5%, com efeitos retroativos a 1º de maio de 2026. O acordo também elevou o ticket alimentação para R$ 18 por dia trabalhado.

A negociação foi concluída após mediação do Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro (MPT-RJ), por meio da Procuradoria do Trabalho no Município de Nova Friburgo. O entendimento envolveu o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Fiação e Tecelagem de Nova Friburgo e o Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem do Estado do Rio de Janeiro.

O sindicato dos trabalhadores recorreu ao MPT-RJ depois que as negociações coletivas entre as entidades terminaram sem acordo. A mediação começou em julho e foi concluída em audiência realizada na quarta-feira, 2 de setembro.

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Diferenças salariais serão pagas em setembro e outubro

O reajuste de 4,5% será calculado desde a data-base de 1º de maio. Isso significa que, além da correção dos salários, os trabalhadores terão direito a receber as diferenças acumuladas nos meses anteriores.

O pagamento retroativo será dividido em duas parcelas. A primeira deverá ser depositada até 30 de setembro, por meio de folha suplementar. A segunda será paga junto ao salário referente a outubro.

O ticket alimentação passará a ser de R$ 18 por dia trabalhado, com participação de 20% do valor descontada dos empregados, conforme estabelecido na negociação.

O documento também condiciona a validade das trocas dos chamados dias-pontes, próximos a feriados, à anuência do sindicato profissional. As regras serão detalhadas na nova Convenção Coletiva de Trabalho, que deverá ser pactuada até 30 de setembro de 2026.

A mediação está registrada sob o número PA MED 000288.2026.01.002/4.

Vestuário também trava luta pelo piso da categoria

Em outra frente de negociação trabalhista, o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria do Vestuário de Nova Friburgo e Região também atuou pela atualização salarial da categoria.

Como resultado da mobilização, foi ratificado o piso de R$ 2.134 para os trabalhadores abrangidos pela negociação do vestuário. A entidade vem divulgando o novo valor em seus canais oficiais. Publicações do sindicato confirmam o piso anunciado.

Embora as duas mobilizações envolvam atividades ligadas à cadeia produtiva local, elas correspondem a categorias e negociações distintas: o acordo mediado pelo MPT-RJ alcança trabalhadores das indústrias de fiação e tecelagem, enquanto o piso de R$ 2.134 foi ratificado no âmbito do setor de vestuário.

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Mediação busca acordo sem processo judicial

A atuação foi conduzida pelo Núcleo de Incentivo à Autocomposição do MPT-RJ, o Nupia. O serviço utiliza a mediação para buscar soluções consensuais entre trabalhadores, sindicatos e empregadores, evitando que o conflito avance diretamente para um processo judicial.

Segundo o Ministério Público do Trabalho, o procedimento observa princípios como imparcialidade, equilíbrio entre as partes, autonomia da vontade, boa-fé, confidencialidade e busca pelo consenso.

Os trabalhadores e entidades interessados podem encaminhar pedidos por meio do formulário de mediação do Nupia do MPT-RJ.

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