Concessionária diz ter identificado vídeos nas redes sociais e formalizou notícia-crime; uma pessoa já foi chamada a prestar esclarecimentos
Uma prática difundida nas redes sociais, na qual pessoas prendem celulares na parte externa de composições do VLT e correm ao lado dos trens em movimento para registrar vídeos, passou a ser investigada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro.A VLT Carioca informou que identificou diferentes publicações desse tipo durante o monitoramento das redes sociais. A ação é chamada pelos próprios participantes de “tiros de corrida”.Nos vídeos mencionados pela concessionária, pessoas aparecem correndo atrás ou ao lado das composições enquanto o VLT segue em operação pelo Centro do Rio.Não se trata apenas de uma gravação feita perto do veículo. Segundo a denúncia apresentada pela empresa, celulares são fixados na parte externa da composição e os participantes tentam acompanhar o trem correndo até a parada seguinte.A concessionária decidiu formalizar uma notícia-crime junto à Polícia Civil. A partir do registro, segundo as informações divulgadas, começaram diligências para identificar os envolvidos.A investigação reúne imagens e gravações de câmeras de monitoramento. Pessoas relacionadas aos episódios também estão sendo procuradas para esclarecimentos.
Parte do trabalho policial chegou às próprias contas que publicaram os vídeos.Segundo as informações apresentadas pela VLT Carioca, foram solicitados à Meta, responsável pelo Instagram, dados relacionados a alguns dos perfis que divulgaram os conteúdos.A finalidade é tentar identificar participantes das ações registradas nas imagens.Uma das pessoas investigadas já foi chamada para prestar esclarecimentos. O caso ainda está em fase de apuração.
Corrida pode interferir na operação do VLT
A maior preocupação não está apenas na possibilidade de quem participa da prática sofrer um acidente.Pessoas correndo muito próximas às composições ou dentro da área de circulação do VLT podem obrigar os operadores a reduzir a velocidade ou adotar uma frenagem emergencial para evitar uma ocorrência.Isso cria risco também para passageiros, pedestres e para a própria operação do sistema.O VLT Carioca afirma que o serviço é acompanhado 24 horas por dia pelo Centro de Controle Operacional e que comportamentos capazes de colocar pessoas ou a operação em risco podem ser registrados e encaminhados às autoridades.
Denúncia cita artigo do Código Penal
De acordo com a notícia-crime apresentada pela concessionária, a conduta poderá ser analisada à luz do artigo 262 do Código Penal.O dispositivo citado pela empresa prevê punição para quem expõe a perigo meio de transporte público ou impede ou dificulta seu funcionamento.A eventual responsabilização de qualquer pessoa, porém, dependerá do andamento da investigação e da análise das autoridades. Até este momento, o material apresentado informa a existência de apuração policial e não de condenações.O caso continua sob investigação.