Linha teria 25,7 quilômetros e seguiria pela Avenida Brasil, com previsão de 20 estações
Uma das áreas mais movimentadas do Rio de Janeiro poderá ganhar uma nova ligação sobre trilhos nas próximas décadas. A proposta aparece em um amplo levantamento voltado à expansão do transporte coletivo nas principais regiões metropolitanas do país.O Estudo Nacional de Mobilidade Urbana incluiu entre os projetos avaliados uma linha de metrô ligando a região da Avenida Presidente Vargas, no Centro do Rio, a Deodoro, na Zona Oeste.O trabalho foi elaborado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o BNDES, em parceria com o Ministério das Cidades. O estudo analisa alternativas para o transporte público de média e alta capacidade em 21 regiões metropolitanas brasileiras.A proposta ainda está em fase de estudo de demanda e concepção geral. Isso significa que não existe, neste momento, confirmação sobre o início das obras ou uma data para a implantação da linha.
Pelo planejamento apresentado, o metrô partiria da região da estação Presidente Vargas e seguiria em direção a Deodoro pelo corredor da Avenida Brasil, onde atualmente funciona o BRT TransBrasil.O trajeto teria 25,7 quilômetros de extensão, com 20 estações e estrutura implantada em superfície. A proposta também prevê conexões com a Linha 2 do Metrô e com os ramais de trens que atendem a Região Metropolitana.Os trens teriam capacidade para transportar até 2.400 passageiros por composição. Nos horários de maior movimento, o intervalo previsto entre as viagens seria de cinco minutos. A frota estimada para a operação é de 16 trens.O levantamento trabalha com diferentes projeções de demanda e considera o horizonte de planejamento até 2054. Os números poderão passar por novas avaliações caso o projeto avance para etapas mais detalhadas.
Investimento se aproxima de R$ 10 bilhões
A estimativa inicial aponta a necessidade de R$ 8,743 bilhões para a implantação da infraestrutura. Outros R$ 833 milhões seriam destinados à compra da frota.Somados, os investimentos previstos chegam a aproximadamente R$ 9,576 bilhões.A implantação do novo eixo também envolveria uma reorganização da rede de ônibus. O estudo menciona 220 linhas municipais e 500 linhas intermunicipais que poderiam passar por ajustes para evitar sobreposição de trajetos e ampliar a integração entre os diferentes meios de transporte.O ENMU foi criado para orientar decisões de longo prazo e ajudar na formação de uma carteira nacional de concessões, parcerias e investimentos públicos. De acordo com oBNDES, as informações são divulgadas gradualmente conforme os relatórios são entregues.Apesar de constar no planejamento, a linha Centro a Deodoro ainda dependerá de novos estudos, definição de fontes de recursos, elaboração dos projetos de engenharia e decisões dos governos responsáveis pela implantação.