Homem aparece de costas, com as mãos algemadas, enquanto é acompanhado por um agente em uma rua de paralelepípedos.

Rio: Bancário do Banco do Brasil é preso por vazar dados de milhares de clientes

Investigação aponta acesso a milhares de registros e prejuízo estimado em R$ 1,43 milhão

Um bancário investigado por supostamente utilizar o acesso profissional para retirar informações sigilosas de clientes teve a prisão em flagrante convertida em preventiva durante audiência de custódia realizada no último sábado, 18 de julho. A decisão foi tomada após manifestação do Núcleo de Atuação Perante as Centrais de Audiência de Custódia do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, o NACAC/MPRJ. Carlos Luiz Araujo Pelegrino é investigado pelos crimes de acesso ilegal a sistemas informatizados, tentativa de furto mediante fraude e organização criminosa. Segundo as investigações, ele teria usado credenciais funcionais do Banco do Brasil para entrar indevidamente em sistemas internos e retirar dados de correntistas. Entre as informações acessadas estariam nomes, números de CPF, telefones, saldos bancários e limites de transferências por Pix. A suspeita é de que os dados fossem enviados para um servidor externo utilizado por uma organização criminosa especializada em fraudes bancárias.
SIGA O ECOSERRANO NO INSTAGRAM: https://www.instagram.com/ecoserrano/

Quase 3 mil contas alcançadas

Os números apresentados na investigação dão dimensão ao caso. Relatórios técnicos apontam que a movimentação teria atingido 4.105 registros, relacionados a 2.898 contas bancárias de clientes distribuídos por 585 agências em diferentes partes do país. Os prejuízos estimados chegam a aproximadamente R$ 1,43 milhão. O valor, segundo o material divulgado, está relacionado às perdas atribuídas às fraudes investigadas. A apuração ainda deverá esclarecer a participação de cada envolvido e como as informações teriam sido utilizadas em cada operação. Não há, no material divulgado, detalhamento sobre quantos clientes conseguiram recuperar os valores ou se todas as contas acessadas chegaram a sofrer movimentações financeiras.

Justiça aponta risco de repetição

Durante a audiência de custódia, o Ministério Público defendeu que o investigado permanecesse preso. O NACAC/MPRJ citou a gravidade concreta dos fatos, a necessidade de preservação da ordem pública, a proteção da investigação e o risco de repetição das supostas práticas. Ao converter a prisão em preventiva, o Juízo também levou em consideração que o bancário exercia uma função de confiança havia mais de 20 anos na instituição financeira. Segundo a decisão, essa posição teria permitido o acesso e a transmissão de informações sigilosas de milhares de clientes. A Justiça também mencionou a complexidade do esquema investigado e o elevado prejuízo financeiro estimado. A prisão preventiva não significa condenação. Ela é uma medida cautelar aplicada durante a investigação ou o andamento do processo e pode ser revista pela Justiça. O investigado permanece protegido pela presunção de inocência e terá direito à defesa e ao contraditório. Com a prisão convertida em preventiva, o bancário permanecerá à disposição da Justiça enquanto as investigações continuam. As autoridades deverão aprofundar a análise dos acessos realizados, do servidor externo, das movimentações financeiras e da participação de outros possíveis integrantes do esquema. Até o momento, não foi divulgada manifestação da defesa do investigado. O espaço permanece aberto para eventual posicionamento. ACOMPANHE O ECOSERRANO
Back To Top