Edição 2026 começa em 12 de julho e segue até dezembro com shows, oficinas, cursos, entre outras atrações
Nova Friburgo vai receber, a partir de 12 de julho, uma programação cultural gratuita que pretende ir além dos palcos. O Usina Viva retorna em 2026 com atividades até 12 de dezembro e escolheu como eixo temático uma discussão que já atravessa escolas, artistas, produtores, empresas e o cotidiano de milhões de pessoas: o futuro e a inteligência artificial.A proposta é reunir apresentações artísticas, formação cultural, audiovisual, acessibilidade, debates e ações voltadas a estudantes, artistas e público em geral. A maior parte da programação será realizada na Usina Cultural Energisa, mas o projeto também ocupará outros espaços da cidade, como o Teatro Municipal Laércio Rangel Ventura.Ao longo de seis meses, o público poderá participar gratuitamente de shows, oficinas, palestras, cursos, apresentações e atividades formativas. A edição também terá chamadas públicas para selecionar artistas e grupos de diferentes regiões do Estado do Rio, ampliando a circulação cultural e abrindo espaço para produções de Nova Friburgo, da Região Serrana, da capital e de outros municípios fluminenses.
Cultura olhando para o futuro, sem abandonar o território
O tema escolhido para 2026 coloca Nova Friburgo dentro de uma conversa que ainda está sendo construída em muitas áreas: como a inteligência artificial deve ser usada na criação, na educação, na formação profissional e na preservação da memória?No Usina Viva, a discussão não aparece como modismo tecnológico. A proposta é tratar o futuro a partir da cultura, da ética, da autoria e da relação com o território.Para o produtor cultural Guilherme Rezende Jr., falar de inteligência artificial não significa apenas apresentar ferramentas novas, mas discutir como elas podem ser usadas de forma consciente.“A ideia é discutir como essas ferramentas devem ser utilizadas. Não é simplesmente falar de Inteligência Artificial, mas sobre a ética envolvida no processo do uso, sobre como transformar memória e território em linguagens autorais, é sobre autonomia. Em 2026 estamos falando de futuro, então para o Usina Viva, falar de futuro é o futuro em desenvolvimento”, afirmou.Essa abordagem dialoga com um ponto central da edição: formar público, fortalecer artistas e criar condições para que novos profissionais da cultura desenvolvam seus trabalhos também fora dos grandes centros.
Abertura terá Tuini e Bernardo Dugin
A programação de abertura do Usina Viva 2026 será realizada no dia 12 de julho e começa com artistas friburguenses.Às 16h, na Usina Cultural Energisa, haverá recepção ao público, visita guiada pelo espaço e ativação da Cabine de Memórias. A ação encerra simbolicamente o ciclo dedicado à memória de Nova Friburgo, tema da edição anterior, e marca o início da nova etapa do projeto.Às 16h30, será realizada a cerimônia de abertura e o lançamento da Chamada Pública Usina Viva 2026, que vai selecionar apresentações artísticas para integrar a programação dos próximos meses.Às 17h30, o projeto Luminosa recebe a cantora friburguense Tuini para uma apresentação gravada na Usina Cultural Energisa. A iniciativa funciona como uma vitrine para artistas da cidade e da região, com registros audiovisuais voltados à música autoral produzida no interior do estado.À noite, a programação segue para o Teatro Municipal Laércio Rangel Ventura. A partir das 19h, o público poderá assistir gratuitamente ao espetáculo “Hétero, Sigilo e Fora do Meio”, do ator, dramaturgo e diretor friburguense Bernardo Dugin.
Uma vitrine para artistas do interior
Um dos objetivos do Usina Viva 2026 é ampliar a visibilidade de artistas que produzem fora dos grandes centros culturais. A participação de Tuini e Bernardo Dugin na abertura reforça esse caminho.No caso do Luminosa, a proposta é registrar apresentações musicais e ampliar a circulação dos artistas por meio de conteúdos audiovisuais. Isso permite que a produção local vá além da apresentação presencial e alcance novos públicos em plataformas digitais.Já a presença de Bernardo Dugin no Teatro Municipal coloca em destaque a produção cênica autoral de Nova Friburgo, fortalecendo a relação entre criação local, diversidade e ocupação de espaços culturais da cidade.
Formação cultural também será eixo do projeto
A edição de 2026 não será formada apenas por apresentações. O projeto também investe em formação e desenvolvimento de novas obras.Entre as ações previstas estão um Curso de Dramaturgia, um laboratório voltado ao desenvolvimento de projetos audiovisuais e o incentivo a projetos cênicos em processo de criação.Na prática, isso significa que o Usina Viva pretende atuar em mais de uma etapa da cadeia cultural: formação, criação, circulação, apresentação e registro. Para artistas em início de trajetória ou profissionais que buscam desenvolver novos trabalhos, esse tipo de ação pode abrir caminhos concretos.“Teremos edital para contratação de apresentações no Teatro da Usina, tem residência de projeto cinematográfico, tem curso regular de dramaturgia… Isso só para falar de algumas de nossas ações esse ano! Tem muita programação boa, totalmente gratuita, de julho a dezembro de 2026. Só seguir a gente, acompanhar as notícias, que a programação vai sendo divulgada todo mês”, destacou Guilherme Rezende Jr.
Projeto cresceu a partir da memória de Nova Friburgo
A edição de 2026 dá continuidade a uma trajetória iniciada no ano anterior. Em 2025, o Usina Viva trabalhou como tema a memória de Nova Friburgo, com atividades voltadas à valorização das histórias, dos territórios e das narrativas que formam a identidade cultural da cidade.Ao longo daquela edição, 4.796 pessoas participaram das atividades presenciais. A programação incluiu apresentações musicais, espetáculos teatrais, oficinas, sessões de cinema, exposições, debates e ações itinerantes.Um dos destaques foi a Cabine de Memórias, que alcançou 720 participantes e se tornou uma das marcas da edição dedicada à memória friburguense.Agora, o projeto parte dessa base para olhar adiante. A memória continua como referência, mas o foco se desloca para futuro, tecnologia, criação artística e formação de novos profissionais.
Energisa destaca desenvolvimento para além da infraestrutura
O Usina Viva é realizado pela Clovis Produtora, com patrocínio da Energisa. Para Fernando Costalonga, diretor-presidente da Energisa Minas Rio, o desenvolvimento de uma região também passa por cultura, educação, inovação e valorização das pessoas.“Acreditamos que o desenvolvimento de uma região vai além da infraestrutura. Ele passa pelo fortalecimento da cultura, da educação, da inovação e da valorização das pessoas. É por isso que a Energisa apoia projetos como o Usina Viva, que ampliam o acesso à produção cultural, incentivam a formação de novos profissionais e estimulam reflexões sobre os desafios e as oportunidades do futuro”, afirmou.Segundo ele, o apoio ao projeto reafirma o compromisso da empresa com o desenvolvimento sustentável dos territórios onde atua e com a geração de valor para a sociedade.
Serviço
Usina Viva 2026Data: de 12 de julho a 12 de dezembro de 2026Local: Nova FriburgoEntrada: gratuitaAbertura do Usina Viva 2026Data: 12 de julhoUsina Cultural Energisa16h – Recepção e acolhimento16h30 – Cerimônia de abertura e lançamento da Chamada Pública Usina Viva 202617h30 – Luminosa, com TuiniTeatro Municipal Laércio Rangel Ventura19h – Espetáculo “Hétero, Sigilo e Fora do Meio”, com Bernardo DuginEntrada gratuita.Retirada de ingressos 1 hora antes dos espetáculos.O projeto Usina Viva é realizado pela Clovis Produtora, com patrocínio da Energisa, apoio da Secretaria Municipal de Cultura de Nova Friburgo, do Hotel Dominguez Plaza e apoio cultural do Instituto Energisa e do Teatro Municipal Laércio Rangel Ventura.