Ligação entre cidades terá tempo de viagem reduzido; veja quem ganha primeiro
A primeira mudança já tem data
Quem mora em Magé, Duque de Caxias ou Guapimirim ainda precisará esperar cerca de um ano para utilizar o futuro Terminal Missões, mas uma parte da promessa feita pela Prefeitura do Rio deve começar a ser percebida muito antes da conclusão das obras.O lançamento da pedra fundamental do novo terminal marcou o início de um investimento estimado em R$ 46 milhões para ampliar a integração entre a Baixada Fluminense e o sistema BRT. Porém, para milhares de passageiros, a mudança mais imediata não será o terminal em si, mas um viaduto já concluído que deve entrar em operação nos próximos dias.Na prática, é essa estrutura que pode começar a reduzir o tempo perdido diariamente no acesso à Avenida Brasil.
O que realmente muda para quem usa ônibus todos os dias
Hoje, muitos ônibus intermunicipais precisam enfrentar pontos de retenção antes de alcançarem a pista seletiva da Avenida Brasil.Com a liberação do novo viaduto sobre o Trevo das Missões, prevista para quinta-feira (2), esses veículos passarão a acessar diretamente a faixa exclusiva utilizada pelo transporte coletivo.A expectativa da Prefeitura é que aproximadamente 300 ônibus por dia utilizem esse novo trajeto, sendo cerca de 160 linhas intermunicipais e outros 140 ônibus rodoviários que seguem para a Rodoviária Novo Rio.Embora a Prefeitura ainda não tenha divulgado uma estimativa oficial de economia de tempo, a eliminação desse trecho de conflito viário tende a tornar a viagem mais previsível, principalmente nos horários de maior movimento.Para quem depende diariamente do transporte público, previsibilidade muitas vezes vale tanto quanto velocidade.
O terminal amplia um projeto que já começou
O Terminal Missões será o segundo equipamento do chamado BRT Metropolitano.O primeiro foi o Terminal Margaridas, inaugurado neste ano, responsável por integrar municípios como Nova Iguaçu, Nilópolis, Mesquita, Queimados, Belford Roxo e São João de Meriti ao sistema BRT, permitindo conexão com o Terminal Gentileza e, a partir dali, acesso aos corredores Transbrasil, Transolímpica, Transcarioca e Transoeste.Agora, a proposta é levar essa integração também para Magé, Guapimirim e Duque de Caxias, além de ampliar a operação para cidades que já utilizam o sistema.Segundo a Prefeitura do Rio, aproximadamente 1,4 milhão de passageiros por mês deverão ser beneficiados pela expansão.
Mais do que um terminal de ônibus
O projeto prevê uma estrutura de aproximadamente 84 mil metros quadrados, com plataformas para ônibus do BRT e linhas alimentadoras, bicicletário, quiosques comerciais, sanitários, áreas administrativas, estacionamento operacional e edifícios de apoio para motoristas.O terminal terá capacidade para receber simultaneamente 10 ônibus do BRT e 22 ônibus alimentadores.A localização também foi escolhida estrategicamente: entre a Rodovia Washington Luís (BR-040) e a Avenida Brasil, um dos principais pontos de entrada de passageiros vindos da Baixada Fluminense em direção à capital.
A promessa agora será medida na prática
Grandes obras de mobilidade costumam ser anunciadas acompanhadas de promessas de viagens mais rápidas e maior conforto. O desafio começa depois da inauguração.No caso do Terminal Missões, a expectativa dos passageiros será observar se a integração realmente reduzirá o tempo gasto nos deslocamentos, diminuirá a necessidade de baldeações demoradas e oferecerá uma operação confiável no dia a dia.Enquanto isso, a primeira etapa dessa transformação começa antes mesmo da conclusão do terminal: a abertura do novo acesso para os ônibus que chegam pela Washington Luís.Se o novo viaduto entregar a fluidez esperada, milhares de passageiros poderão sentir os primeiros efeitos do projeto muito antes de verem o Terminal Missões funcionando plenamente.