Estação de metrô com trens e passageiros, Rio de Janeiro.

Linha 3 do Metrô vai sair e data para início das obras é divulgada

Projeto prevê investimento de R$ 28,8 bilhões, 31 novas estações e conexão inédita entre Rio, Niterói e São Gonçalo

Uma das maiores propostas de mobilidade urbana do Rio voltou ao centro das discussões e promete mudar a rotina de milhares de passageiros da Região Metropolitana. O projeto inclui a aguardada Linha 3 do metrô, expansão até o Recreio e até um túnel subaquático sob a Baía de Guanabara.

O projeto de expansão do metrô do Rio de Janeiro voltou a ganhar força e pode provocar uma das maiores mudanças na mobilidade da Região Metropolitana nas próximas décadas. O plano prevê novas linhas, ampliação da malha existente e uma ligação inédita entre Rio, Niterói e São Gonçalo.

A proposta apresentada em conjunto pela Prefeitura do Rio, Governo do Estado e Governo Federal e prevê investimento estimado em R$ 28,8 bilhões. A expectativa é que as obras tenham início até o final de 2027.

A operação parcial dos primeiros trechos está prevista para 2031, enquanto a conclusão total do projeto deve ocorrer até 2032.

Linha 3 volta ao centro do debate sobre mobilidade

A principal novidade é a Linha 3, considerada há anos uma das obras mais aguardadas da mobilidade fluminense. O trajeto vai conectar Praça XV, no Centro do Rio, a Guaxindiba, em São Gonçalo, passando por Niterói.

O projeto prevê cerca de 28 quilômetros de extensão e 15 estações, atendendo uma região marcada historicamente por longos deslocamentos diários e forte dependência da Ponte Rio-Niterói e da BR-101.

Segundo os estudos apresentados, a expectativa é beneficiar cerca de 650 mil passageiros por dia.

O tempo de viagem entre Niterói e São Gonçalo poderá cair de aproximadamente duas horas para cerca de 40 minutos em horários de pico.

Túnel sob a Baía de Guanabara

Um dos pontos que mais chama atenção no projeto é a construção de um túnel subaquático ligando Praça XV à estação Arariboia, em Niterói.

A travessia subterrânea foi incluída no Plano Diretor Metroviário como solução estratégica para ampliar a integração entre municípios da Região Metropolitana sem depender exclusivamente da malha rodoviária.

Após a chegada a Niterói, a Linha 3 seguiria em superfície até São Gonçalo.

Existe ainda possibilidade futura de expansão até Itaboraí.

Linha 4 também deve avançar

Além da Linha 3, o plano inclui a extensão da Linha 4 até o Recreio dos Bandeirantes.

A ideia é transformar o Terminal Alvorada em um grande eixo de integração entre diferentes modais de transporte na Zona Oeste.

A região concentra crescimento populacional acelerado e aumento constante no fluxo diário de passageiros.

Mudanças no Centro e na Zona Norte

Outro trecho considerado estratégico envolve a ligação entre Estácio e Praça XV.

A proposta permitirá que a Linha 2 opere de forma independente da Linha 1, eliminando cruzamentos operacionais que hoje provocam gargalos no sistema.

Segundo os estudos apresentados, a mudança pode aumentar em até 70% a capacidade da Linha 2 e reduzir intervalos entre trens.

Paes defende modelo semelhante ao Porto Maravilha

De acordo com o pré-candidato ao governo do Rio Eduardo Paes, caso eleito, o governo pretende colaborar com mecanismos urbanísticos para ajudar na viabilização financeira do projeto.

A proposta inclui utilização do potencial construtivo da cidade, em modelo semelhante ao usado no Porto Maravilha e em projetos ligados ao Parque Olímpico.

Segundo Paes, a expansão metroviária é considerada estratégica para melhorar a mobilidade, reduzir congestionamentos e estimular desenvolvimento urbano na Região Metropolitana.

O projeto também contará com participação do BNDES, além de investimentos públicos e parcerias público-privadas.

Sobre a Linha 3

  • Quando as obras da Linha 3 devem começar? A previsão atual aponta início das obras em 2026.

  • Qual será o trajeto da Linha 3? Ela ligará Praça XV, no Rio, a Guaxindiba, em São Gonçalo, passando por Niterói.

  • Quanto será investido no projeto? O investimento estimado é de R$ 28,8 bilhões.

  • Qual o principal impacto esperado? A redução do tempo de deslocamento entre municípios da Região Metropolitana e diminuição da pressão sobre vias como Ponte Rio-Niterói e BR-101.

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