Policial Federal em ação durante investigação no Rio de Janeiro.

PF faz ação e prende cantores famosos no Rio de Janeiro por lavagem de dinheiro bilionária

Ação da polícia federal acontece em larga escala e coloca atrás das grades nomes famosos do cenário musical

Uma operação da Polícia Federal movimentou diferentes estados na manhã desta quarta-feira (15), com foco em nomes conhecidos do cenário musical e digital. A investigação aponta para um esquema financeiro que ultrapassa R$ 1,6 bilhão.

O dia começou com viaturas, agentes e mandados sendo cumpridos ao mesmo tempo em vários pontos do país. Entre os alvos estão os cantores MC Ryan SP e Poze do Rodo, além do influenciador Chrys Dias. A ofensiva faz parte de uma investigação ampla que mira um suposto esquema de lavagem de dinheiro com cifras que chamam atenção pelo volume.

Logo nas primeiras horas da manhã, agentes já estavam em campo cumprindo ordens judiciais. Em um dos endereços, no litoral de São Paulo, MC Ryan SP foi localizado e detido, conforme informações obtidas pela imprensa. A ação ocorreu de forma simultânea em diversos estados, com equipes atuando em diferentes frentes.

O número por trás da investigação impressiona: mais de R$ 1,6 bilhão em movimentações consideradas suspeitas. Esse valor envolve operações financeiras complexas, com uso de dinheiro em espécie, empresas e até ativos digitais.

Esquema envolvia empresas, terceiros e até criptoativos

As apurações indicam que o grupo utilizava uma estrutura organizada para esconder a origem dos recursos. Segundo informações ligadas à investigação, havia uso de empresas em nome de terceiros e movimentações que dificultavam o rastreamento do dinheiro.

Transações com criptoativos também aparecem no radar das autoridades. Além disso, há indícios de circulação de valores tanto no Brasil quanto no exterior, o que amplia o alcance da apuração e o grau de complexidade do caso.

Operação mobiliza mais de 200 agentes em vários estados

A ofensiva mobilizou mais de 200 policiais federais em uma ação coordenada. Ao todo, foram expedidos 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária.

As decisões partiram da 5ª Vara Federal de Santos, em São Paulo. Os mandados são cumpridos em estados como Rio de Janeiro, São Paulo, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e também no Distrito Federal.

Bloqueio de bens e apreensões já realizadas

Durante o cumprimento das ordens judiciais, os agentes apreenderam veículos, dinheiro em espécie e equipamentos eletrônicos. Esses materiais devem ajudar a aprofundar a investigação nos próximos dias.

Também foram determinadas medidas para bloquear bens e restringir empresas ligadas aos investigados. A intenção é interromper o fluxo financeiro suspeito e preservar valores que possam ter ligação com o esquema.

Investigação segue e papéis ainda não foram detalhados

A Polícia Federal não divulgou, até o momento, qual seria o envolvimento específico de cada um dos alvos. O caso segue sob investigação, e novas etapas da operação não estão descartadas.

Os investigados poderão responder por crimes como lavagem de dinheiro, associação criminosa e evasão de divisas. A depender do avanço das apurações, outras medidas judiciais podem ser adotadas.

A expectativa agora é pelos desdobramentos das análises de documentos, celulares e movimentações financeiras apreendidas. É a partir desse material que a investigação deve ganhar novos capítulos nos próximos dias.

Perguntas e respostas sobre a operação

Quem são os alvos da operação? Cantores conhecidos e um influenciador digital estão entre os investigados.

Qual o valor envolvido no esquema? As movimentações suspeitas ultrapassam R$ 1,6 bilhão.

Quantos mandados foram cumpridos? São 45 de busca e apreensão e 39 de prisão temporária.

A operação aconteceu só em um estado? Não. A ação ocorreu simultaneamente em vários estados do país.

Os investigados já foram condenados? Não. O caso ainda está em fase de investigação.

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