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Escândalo: Família Avelino do RJ é alvo de operação de combate a milícias

Mandados foram cumpridos em 29 endereços de quatro estados e atingem investigados apontados em apuração sobre homicídios, intimidação e estrutura criminosa

Ao todo, 21 pessoas foram alvo da ação judicial nesta quarta-feira, 1º de abril. Entre os investigados estão cinco policiais militares, um advogado e suspeitos de atuar como pistoleiros. O foco principal está em municípios do Sul Fluminense, onde o grupo é apontado como influente há décadas.

Na última quarta-feira, 1º de abril de 2026, uma operação coordenada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro atingiu diretamente endereços ligados à chamada Família Avelino, grupo investigado em procedimentos criminais que apuram homicídios, tentativas de assassinato, intimidação de testemunhas e possível atuação com características de milícia privada. Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, foram expedidos mandados de busca e apreensão contra 21 pessoas, com cumprimento em 29 endereços localizados no Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo e Pará. No estado do Rio, os alvos estão na Rio de Janeiro, em Paty do Alferes, Vassouras, Paraíba do Sul e Três Rios.

Cinco policiais militares e um advogado estão entre os alvos: De acordo com o Ministério Público, entre os investigados aparecem cinco policiais militares, um advogado e pessoas suspeitas de atuar como executores armados do grupo. A ação contou com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência do MPRJ e da Subsecretaria de Inteligência da Polícia Civil. Segundo informado oficialmente, os mandados foram autorizados no âmbito de um Procedimento Investigatório Criminal próprio, que reúne elementos sobre atuação continuada do grupo em diferentes cidades.

Investigação aponta estrutura hierárquica e controle territorial: Conforme o GAECO, a investigação identifica uma organização com divisão interna de funções, influência territorial e suspeitas de atuação armada sistemática. Entre os fatos citados pelo Ministério Público estão: assassinatos já denunciados formalmente; suspeitas de outras execuções sob apuração; tentativas de homicídio; intimidação de testemunhas; obstrução de investigações e possível corrupção de agentes públicos. Segundo os investigadores, a atuação do grupo teria mantido um ambiente de medo em determinadas áreas do Sul Fluminense.

Histórico investigado remonta a várias gerações: O Ministério Público afirma que a trajetória atribuída ao grupo possui registros históricos que remontam à década de 1930. As apurações mencionam quatro gerações associadas a episódios de violência e uso de influência local. Segundo o órgão, esse histórico motivou a centralização das investigações diretamente pelo GAECO, diante da complexidade dos casos.

Próximo passo depende da análise do material apreendido: A partir do cumprimento dos mandados, o material recolhido deve passar por análise técnica. Documentos, equipamentos eletrônicos e outros elementos poderão integrar novas etapas do procedimento investigatório. Até o momento, não houve divulgação oficial sobre pedidos de prisão nesta fase da operação.

Sobre a operação

  • Quantas pessoas foram alvo da operação? 21 investigados.

  • Quantos endereços receberam buscas? 29 locais em quatro estados.

  • Quais cidades do RJ estão na operação? Capital, Paty do Alferes, Vassouras, Paraíba do Sul e Três Rios.

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