Equipe anuncia retorno às competições oficiais, amplia formação de atletas e enfrenta dificuldade para manter rotina de treinos em Nova Friburgo.
O clube serrano fundado em 2006 inicia em 2026 uma reestruturação administrativa e técnica para voltar ao futebol americano full pad. A nova fase inclui base esportiva, flag football e busca por patrocinadores em Nova Friburgo. Dois atletas formados pelo time hoje atuam em Flamengo Imperadores (Foto de Capa: Jayson Braga).
Atualizado às 17h15
Logo nas primeiras definições internas para a temporada de 2026, o Nova Friburgo Yetis anunciou uma mudança que recoloca o clube em um novo patamar dentro do futebol americano regional: o retorno do time principal à modalidade full pad, com equipamento completo e previsão de participação em competições oficiais ainda no segundo semestre. O movimento não envolve apenas a volta ao campo competitivo. Segundo a diretoria, a proposta atual inclui profissionalização da gestão, reorganização administrativa e ampliação da formação de atletas desde as categorias iniciais.
O que muda agora no projeto esportivo do Yetis? A principal mudança é a volta do elenco principal ao modelo competitivo completo, exigindo nova estrutura técnica, reforço de elenco e aquisição de equipamentos de proteção. Segundo o presidente Paulo André, o objetivo é consolidar o clube como referência do futebol americano no interior do estado. “Estamos construindo um novo patamar para o Yetis. Não se trata apenas de voltar a jogar com equipamento completo, mas de profissionalizar a gestão, formar atletas desde as categorias iniciais e oferecer um projeto sustentável para o futebol americano na região serrana.”
Por que a equipe fala em reestruturação institucional? A nova fase inclui a divisão da gestão em três áreas: marketing, administrativo e técnico. A proposta busca melhorar a operação diária do clube, ampliar a capacidade de captação de recursos e fortalecer a presença digital, com novo site e comunicação renovada. Esse redesenho também tenta dar previsibilidade a um projeto que, até aqui, dependia muito de esforço voluntário e apoio pontual.
Quem sente primeiro os efeitos dessa dificuldade estrutural? O próprio elenco tem enfrentado impacto direto na rotina de treinos. Hoje, um dos principais entraves é a ausência de um campo fixo para atividades regulares. Segundo informações ligadas ao grupo, a equipe já precisou alterar locais de treinamento em diferentes momentos por falta de espaço estável.
Uma das alternativas recentes foi o campo sintético da Via Expressa, mas integrantes do ambiente esportivo relatam deterioração do local, sujeira constante e falta de condições adequadas de segurança. Além disso, fontes ouvidas relataram que em uma das tentativas de permanência em outra área da cidade houve interrupção dos treinos por pressão externa, o que agravou ainda mais a dificuldade operacional.
O que isso representa para o retorno ao full pad? Sem campo fixo, o planejamento técnico fica comprometido. A modalidade full pad exige treinos mais organizados, repetição de fundamentos, uso seguro de equipamentos e preparação física contínua. A diretoria afirma que garantir um espaço regular é hoje condição central para que a retomada aconteça com estabilidade.
Há resultados concretos que reforçam a importância do projeto? Sim. Dois atletas formados no clube já chegaram a uma das principais equipes do país. Roger Martins e Pedro Cordoeira passaram pelo Yetis e atualmente integram o elenco do Flamengo Imperadores. Para o clube, esses casos demonstram que há potencial esportivo local mesmo diante de limitações estruturais.
Como a base entra nesse novo planejamento? O clube vai iniciar um núcleo de Flag Football, modalidade em crescimento nacional e mais acessível para iniciação esportiva. Depois disso, a proposta é implantar categorias de base também no full pad. Segundo Renata Oliveira, já existem contatos com escolas e projetos sociais. “Investir na base é garantir o futuro do esporte na cidade.” Um detalhe técnico ajuda a entender por que isso ganha peso agora: o flag reduz custo inicial, amplia acesso e cria uma transição natural até o futebol americano completo.
O que pode acontecer nos próximos meses? O planejamento prevê amistosos a partir de maio e estreia oficial no segundo semestre de 2026. Também estão em andamento tratativas por patrocínios locais, campanhas de financiamento coletivo e venda de produtos oficiais. A diretoria resume o cenário em uma frase repetida internamente: “Ninguém nos apoia” — referência direta à dificuldade de manter um projeto competitivo sem apoio estrutural contínuo.
Onde entra o pedido por patrocinadores? O clube busca empresas locais e regionais que possam associar marca ao projeto esportivo. A contrapartida inclui presença em uniformes, materiais promocionais, eventos e canais digitais. Para uma equipe com quase duas décadas de história em Nova Friburgo, a leitura interna é de que o apoio agora pode definir se a retomada competitiva terá continuidade ou ficará limitada pela estrutura.
O que já está definido?
O retorno ao full pad já tem data? A estreia em competições oficiais está prevista para o segundo semestre de 2026.
O clube já tem local fixo para treinar? Ainda não. Esse é hoje o principal desafio operacional.
Há atletas revelados em nível nacional? Sim. Dois jogadores formados no Yetis já atuam no Flamengo Imperadores.