Pistola na cintura sob calça jeans

MPRJ identifica e prende 19 policiais envolvidos com o crime organizado, no Rio

Acusado são investigados por fazer segurança pessoal de bicheiro

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro informou que 19 policiais foram alvo de operação nesta semana em ações ligadas ao combate à infiltração criminosa nas forças de segurança. Os dados incluem denúncias já formalizadas contra mais de 140 agentes públicos em 2025 e reforçam o foco institucional no controle externo da atividade policial.

A rotina de segurança pública voltou ao centro das atenções nesta quinta-feira, 12 de março de 2026, no Rio de Janeiro (RJ), após o procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, destacar que 19 policiais foram alcançados por medidas judiciais em operação recente do Ministério Público estadual. Segundo o MPRJ, a manifestação ocorreu após ações coordenadas por grupos especializados que, apenas nesta semana, atingiram 18 policiais militares e penais, além de 1 policial civil inativo, em investigação sobre cooptação por organização ligada ao jogo ilegal no estado. 

Moradores e agentes da área acompanham com atenção o impacto dessas operações sobre a credibilidade das corporações. De acordo com o Ministério Público, os números mais recentes mostram que, em 2025, 144 agentes públicos foram denunciados pelo GAECO e pelo GAESP, enquanto 261 policiais militares responderam a 186 denúncias nas Promotorias junto à Auditoria da Justiça Militar, em apurações envolvendo corrupção, organização criminosa, homicídio e crimes contra a administração pública.

Operação recente teve foco em esquema de proteção a contraventor na Zona Oeste: Na última terça-feira, 10 de março, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ) cumpriu mandados de prisão preventiva contra agentes suspeitos de integrar o núcleo de segurança do contraventor Rogério de Andrade, investigado por exploração ilegal de jogos de azar na Zona Oeste do Rio. 

Segundo a apuração oficial, os investigados atuariam oferecendo proteção armada e apoio logístico em áreas ligadas ao jogo clandestino. O Ministério Público afirma que esse tipo de cooptação preocupa porque pode comprometer investigações em andamento e facilitar vazamento de informações estratégicas.

Declaração do MPRJ reforça preocupação com desgaste institucional: Antonio José Campos Moreira afirmou que os casos revelam a necessidade de manter vigilância permanente sobre infiltrações criminosas em estruturas públicas. Segundo ele, a atuação busca identificar agentes em desvio de função sem comprometer a imagem da maioria dos servidores públicos que atuam regularmente. A declaração também ressalta que a cooptação por facções, milícias ou grupos ligados ao jogo ilegal produz reflexos diretos na confiança social sobre os órgãos de segurança.

Casos recentes também envolveram denúncias por roubo e homicídio: Ainda neste mês, o MPRJ informou que três policiais militares foram denunciados por roubo qualificado após abordagem a ônibus no Arco Metropolitano. No mesmo período, houve condenação de policial militar a 30 anos de prisão em processo relacionado ao assassinato de advogado no Centro do Rio. Esses casos integram uma linha mais ampla de atuação do Ministério Público no controle externo policial.

Atualizado às 17h51: Até o momento, o MPRJ mantém os números divulgados e não informou nova ampliação das medidas judiciais nesta frente específica.

O que isso representa para a segurança pública no Rio: Especialistas em segurança pública avaliam que operações internas têm peso estratégico porque atingem pontos de vulnerabilidade institucional. Quando agentes públicos são investigados por ligação com organizações criminosas, há impacto direto sobre investigações, cumprimento de mandados e confiança operacional.

Perguntas rápidas sobre a atuação do MPRJ

  • Quantos policiais foram alvo da operação mais recente? Foram 19 agentes públicos, entre policiais militares, penais e um policial civil inativo.

  • Quantos agentes públicos já foram denunciados em 2025? Segundo o MPRJ, 144 agentes públicos foram denunciados por grupos especializados.

  • As investigações continuam? Sim. O Ministério Público mantém novas frentes abertas de apuração.

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