Veículo em meio a alagamento no Rio de Janeiro

Tempestades no Estado do Rio de Janeiro têm mais de 400 mm de acumulado de chuva

Frente fria e convergência de umidade mantêm pancadas fortes em todas as regiões hidrográficas do estado

O Estado do Rio de Janeiro registrou acumulados expressivos de chuva nas últimas 24 horas até 6h30 desta segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026. Segundo a Secretaria de Estado de Defesa Civil, com base em dados do CEMADEN-RJ, os volumes superaram 139 milímetros em pontos da Costa Verde. A instabilidade continua ao longo do dia, com risco hidrológico e possibilidade de novos temporais.

Nesta segunda-feira (23/02/2026), o calor associado ao transporte de umidade do oceano e à atuação de frente fria mantém o céu nublado a encoberto em todo o território fluminense. De acordo com comunicado oficial da Defesa Civil estadual, há previsão de pancadas de chuva moderada a forte; ocorrência de raios; variação entre regiões; elevação pontual dos níveis dos rios monitorados. As temperaturas apresentam leve declínio em parte do estado, após o pico de instabilidade registrado entre sexta-feira (20) e domingo (22). Informações indicam que os maiores acumulados ocorreram na Costa Verde e na Região Serrana, com reflexos também na Baixada Fluminense.

Maiores acumulados em 24 horas no estado: Até 6h30 desta segunda-feira (23), os principais volumes registrados foram: Paraty com 139,46 mm/24h; Angra dos Reis com 57,0 mm/24h; Nova Friburgo com 52,0 mm/24h; Porto Real com 51,2 mm/24h; Petrópolis com 50,4 mm/24h, conforme dados oficiais divulgados pela Secretaria de Estado de Defesa Civil com base no CEMADEN-RJ.

Na Baixada Fluminense, municípios já impactados no fim de semana seguem sob monitoramento, especialmente após registros anteriores superiores a 100 mm em curto intervalo, o que mantém o solo encharcado e amplia a vulnerabilidade em áreas de encosta e margens de rios.

Sistema meteorológico mantém cenário de atenção: Segundo nota técnica da Defesa Civil, a passagem da frente fria pelo oceano e a posterior convergência de umidade sobre o continente mantêm o tempo instável até o fim desta segunda-feira (23). A previsão indica pancadas a qualquer momento do dia; intensidade moderada a forte; episódios pontualmente muito fortes; descargas elétricas.

Comparativamente à semana anterior, quando houve registros extremos concentrados na Baixada, o padrão atual apresenta acumulados elevados distribuídos em mais regiões hidrográficas, o que amplia o impacto territorial e exige acompanhamento contínuo.

Impacto direto e áreas mais sensíveis: A elevação pontual dos níveis dos rios monitorados pode afetar moradores de áreas ribeirinhas; comunidades em encostas; regiões com histórico de alagamentos recorrentes. Municípios da Costa Verde e da Região Serrana permanecem em observação devido ao histórico recente de deslizamentos em eventos de chuva intensa.

Na Baixada Fluminense, onde os volumes anteriores provocaram alagamentos e transtornos, o efeito prático imediato é a manutenção do risco hidrológico mesmo com eventuais pausas na chuva.

Orientações e serviço: Os horários de maior risco permanecem concentrados entre o fim da tarde e a noite, quando o aquecimento diurno favorece a formação de núcleos mais intensos. A orientação oficial é evitar áreas alagadas; não atravessar enxurradas; observar sinais de movimentação de solo; acompanhar alertas municipais. Em caso de emergência, a população deve acionar 193 – Corpo de Bombeiros; 199 – Defesa Civil.

Chuva acumulada no RJ em 23 de fevereiro

  • Qual foi o maior acumulado registrado nas últimas 24 horas? Paraty liderou com 139,46 mm/24h até 6h30 desta segunda-feira (23/02/2026).

  • Quais regiões exigem mais atenção neste momento? Costa Verde, Região Serrana e municípios da Baixada Fluminense devido ao solo encharcado e risco hidrológico.

  • A chuva continua nos próximos dias? Sim. Segundo a Defesa Civil, a instabilidade permanece ao longo desta segunda-feira, com possibilidade de pancadas moderadas a fortes.

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