Concessionária promete arcar com os prejuízos dos moradores. Veja quem terá o direito, na reportagem
Vazamento em tubulação da ETA Guandu, em Nova Iguaçu, afetou imóveis e o abastecimento de água. Cedae informou cadastro de moradores, apoio emergencial e processo de ressarcimento.
O que causou a interrupção no sistema de água: Segundo nota oficial da Cedae, um vazamento em tubulação na Estação de Tratamento de Água (ETA) Guandu provocou impactos diretos no entorno da unidade, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O rompimento inicial ocorreu em 5 de fevereiro e exigiu reparos técnicos iniciados às 19h30 do dia 6. Para execução do serviço, o Sistema Guandu operou com cerca de 55% da capacidade de produção de água tratada durante o período de manutenção. De acordo com o comunicado, após a conclusão dos reparos, a produção entrou em processo de normalização gradativa.
Moradores e imóveis afetados pelo vazamento: Conforme levantamento divulgado pela companhia, a ocorrência atingiu diretamente imóveis próximos à estação. Foram identificados, segundo a Cedae: 18 imóveis residenciais, sendo dez não habitados; 11 imóveis comerciais; seis salas comerciais; um imóvel de uso religioso sem atividade; O serviço foi acompanhado pela Defesa Civil, de acordo com a estatal.
Como funcionará o ressarcimento aos moradores: A Cedae informou que acionou equipes de Trabalho Social e Segurança Patrimonial logo após o incidente para identificar moradores com danos em imóveis e bens. Segundo a nota, foi realizado cadastramento dos atingidos e iniciado inventário técnico dos prejuízos para viabilizar o ressarcimento no menor prazo possível. A seguradora contratada pela companhia também realizou vistoria em veículos danificados. De acordo com o comunicado, os pagamentos de indenização estavam previstos para começar a partir de 9 de fevereiro, após validação das análises.
Assistência emergencial durante a interrupção: De acordo com a Cedae, moradores que precisaram deixar suas casas receberam hospedagem em pousadas, com custos assumidos pela companhia. A estatal informou ainda que forneceu água e alimentação às famílias desde o registro da ocorrência. Também foram realizados serviços de limpeza nos imóveis afetados, com cronograma divulgado até 8 de fevereiro. Equipes técnicas e sociais permaneceram mobilizadas na região nos dias seguintes ao vazamento para atendimento direto aos moradores.
Impacto no abastecimento e comunicação do sistema Guandu: Para execução dos reparos na tubulação, houve redução operacional do Sistema Guandu, que abastece municípios da Baixada Fluminense e áreas da capital. Segundo a Cedae, as concessionárias responsáveis pela distribuição de água foram comunicadas sobre a ocorrência e sobre a operação com capacidade reduzida durante o período. A normalização do abastecimento, conforme os informes técnicos, ocorre de forma gradual após a retomada total da produção.
Como o morador pode registrar pedido ou reclamação: Moradores atingidos por ocorrências envolvendo o sistema de abastecimento podem buscar atendimento pelos canais oficiais da Cedae. Segundo orientações públicas da companhia, os registros podem ser feitos pelos canais de atendimento ao cliente e protocolos formais, informando endereço, tipo de dano e dados de contato. Especialistas em defesa do consumidor recomendam guardar fotos, vídeos, notas fiscais e registros de prejuízos para instruir pedidos de análise e eventual ressarcimento, conforme cada caso.
Perguntas rápidas sobre ressarcimento e falta de água em Nova Iguaçu
Quem teve danos com o vazamento pode pedir ressarcimento? Segundo a Cedae, moradores cadastrados e vistoriados entram no processo de análise para indenização.
Houve impacto no abastecimento de água? De acordo com a companhia, o sistema operou com capacidade reduzida durante o reparo, com normalização gradual posterior.
Os imóveis afetados foram identificados oficialmente? Sim. Conforme nota, houve levantamento técnico com contagem de imóveis residenciais e comerciais atingidos.